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segunda-feira, 16 de junho de 2014

5 dicas práticas para um melhor planejamento tributário para 2015

"Uma série de benefícios fiscais garantidos pela legislação podem ser aproveitados" diz especialista


Para o contribuinte fazer um melhor planejamento tributário para 2015, aproveitar os benefícios fiscais que podem impactar positivamente na DIRPF do ano que vem é a melhor pedida. “O planejamento tributário para a Declaração de Ajuste Anual IRPF 2015 deve começar ainda em 2014”, alerta Vanessa Miranda, especialista em tributos diretos da Thomson Reuters no Brasil.
De acordo com a especialista, há uma série de benefícios fiscais garantidos pela legislação vigente e que podem ser aproveitados nesses próximos seis meses para impactar positivamente na declaração de Imposto de Renda Pessoa Física no ano que vem. “Se planejados de maneira assertiva, esses benefícios podem reduzir o valor a ser pago ou mesmo aumentar o total a ser restituido ao contribuinte pela Receita Federal em 2015”, lembra ela.

Uma dica é aproveitar recursos disponíveis em caixa e principalmente os eventuais valores restituidos da declaração do ano anterior e aplicá-los, até dezembro, em um dos cinco investimentos listados abaixo, dentre outros previstos na legislação, para os contribuintes que optarem pela declaração no modelo completo:

1 - Investir em PGBL

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), amplamente divulgado pelos bancos, é um tipo de previdência privada. Os valores pagos em 2014 a título de PGBL poderão ser deduzidos da base de cálculo do IR até o limite de 12% do total dos rendimentos computados, na determinação da base de cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos. O valor das contribuições mensais deverá ser informado na ficha "Pagamentos Efetuados" da Declaração. O PGBL traz o benefício da dedução, contudo, na hora do resgate, a base tributável será o total resgatado. Ou seja, o montante recebido como benefício será considerado acréscimo patrimonial, sendo integralmente tributado como nova renda;

2 - Investir em VGBL

O VGBL ou Vida Gerador de Benefício Livre equipara-se a uma aplicação financeira, de maneira que o montante contribuído, quando resgatado, não sofrerá tributação. O imposto de renda incidirá somente sobre os ganhos, ou seja, somente sobre a diferença entre a aplicação inicial e o montante resgatado. “Importante lembrar que o VGBL não é dedutível para o IR, devendo o montante aplicado constar da ficha ‘Bens eDireitos’ da Declaração”, sinaliza Vanessa;

3 - Investir em Cultura

Contribuições efetivamente realizadas em favor de projetos culturais, aprovados na forma da regulamentação do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), podem ser deduzidas na declaração do ano que vem. “Serão consideradas as quantias despendidas no ano-calendário de 2014 a título de doações ou patrocínios, tanto mediante contribuições ao Fundo Nacional de Cultura (FNC) como em apoio direto, desde que enquadrados nos objetivos do PRONAC, a programas, projetos e ações culturais, em geral, de natureza cultural, com o objetivo de desenvolver as formas de expressão, os modos de criar e fazer, os processos de preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro, e os estudos e métodos de interpretação da realidade cultural, bem como contribuir para propiciar meios, à população em geral, que permitam o conhecimento, entre outros, os seguintes segmentos (Lei nº 8.313, de 1991, art. 25)”, esclarece Vanessa.
Limite: O somatório da Dedução, que inclui o Estatuto da Criança e do Adolescente, Incentivo à Cultura, Incentivo à Atividade Audiovisual, Incentivo ao Desporto e Estatuto do Idoso está limitado a 6% (seis por cento) do imposto sobre a Renda devido apurado na declaração. Atendendo a este limite, podem ser deduzidos, 80% (oitenta por cento) do somatório das doações e 60% (sessenta por cento) do somatório dos patrocínios, ou 100%, nos termos da Lei nº 8.313/1991.

4 - Investir em atividades audiovisuais

Também são geradores de benefícios fiscais os investimentos feitos pelos contribuintes para incentivar atividades relacionadas a produções em vídeo e/ou cinema. Podem ser deduzidas do imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual as quantias aplicadas no ano-calendário 2014 referentes a:
I. investimentos feitos na produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de produção independente, mediante a aquisição de cotas representativas de direitos de comercialização sobre as referidas obras;
II. patrocínio feito à produção de obras cinematográficas brasileiras de produção independente;
III. aquisição de cotas dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines);
IV. investimentos em projetos específicos credenciados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine);
V. patrocínios em projetos específicos ou em programas especiais de fomento instituídos pela Ancine.

A dedução prevista nos itens I e III está condicionada a que os investimentos sejam realizados no mercado de capitais, em ativos previstos em lei, e autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Vanessa lembra, contudo, que os projetos ou programas a serem beneficiados pelos incentivos à atividade audiovisual devem ser previamente aprovados pela Ancine. E que o incentivo em espécie deve ser comprovado mediante recibo de depósito bancário e declaração de recebimento firmada pelo beneficiário, nos termos estabelecidos pela Ancine.
Limite: O somatório da Dedução, que inclui o Estatuto da Criança e do Adolescente, Incentivo à Cultura, Incentivo à Atividade Audiovisual, Incentivo ao Desporto e Estatuto do Idoso está limitado a 6% (seis por cento) do imposto sobre a Renda devido apurado na declaração. Este limite é calculado pelo próprio programa e a dedução só se aplica à declaração em que o contribuinte optar pelas deduções legais.

5 - Investir em esporte

O contribuinte também pode adotar ações de incentivo ao esporte, na forma da Lei nº 11.438/2006. Podem ser deduzidas as quantias despendidas no ano-calendário 2014 a título de doações ou patrocínios, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte. Os projetos desportivos atenderão a pelo menos uma das seguintes manifestações, nos termos, limites e condições definidas em regulamento:
a) desporto educacional;
b) desporto de participação;
c) desporto de rendimento;

Podem receber recursos do incentivo os projetos desportivos destinados a promover a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social. É vedada a utilização dos recursos do incentivo para o pagamento de remuneração de atletas profissionais, em qualquer modalidade desportiva.

domingo, 15 de junho de 2014

Domine a arte da comunicação para conquistar grandes objetivos

No mundo empresarial você deve estar sempre rodeado das pessoas certas, com quem pode aprender, crescer e expandir seus horizontes. Mas, como saber quem é quem no ambiente de trabalho?


Em 1936, Dale Carnegie escreveu o livro "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas", onde ressalta a importância de conhecer as pessoas certas para conquistar seus objetivos. Para o autor, dominar a arte da comunicação pode levar você ao grande sucesso.
No mundo empresarial você deve estar sempre rodeado das pessoas certas, com quem pode aprender, crescer e expandir seus horizontes. Mas, como saber quem é quem no ambiente de trabalho? Carnegie sugere a prática da "small talk", expressão em inglês que em portugu&es tem um significado semelhante à "jogar conversa fora", mas de forma direcionada a atingir um objetivo específico, que no caso do networking é conhecer o outro melhor.
A partir do momento que você conhece aqueles que lhe rodeiam, saberá com quem deve-se relacionar para atingir o sucesso desejado. O site Lifehack listou três dicas para ajudá-lo a desenvolver melhor suas conversas. Confira:

Seja espontâneo

Ouça as pessoas com quem você está falando e elogiem o que elas dizem. A conversa irá fluir de forma mais amável se você aparenta estar interessado no que o outro está falando - independentemente de ser ou não verdade. Dessa forma, você pode ter tempo para se preparar para sua próxima fala e guiar a conversa pelos caminhos que quer. Se interessar por eles - e não apenas você!

Tenha uma ou duas histórias prontas

Pode parecer muito ensaiado, mas ter algo que você já pensou para compartilhar com o outro irá ajudá-lo a "jogar conversa fora". Além de que, se você está nervoso para conhecer uma determinada pessoa, saber o que vai dizer pode ajudar a acalmar os nervos. Tente introduzir as suas histórias com frases como "Isso me lembra da vez que...", afinal, a comunicação começa sempre com algo que as pessoas têm em comum.

Tenha um objetivo claro

Por que você está falando com aquela pessoa? Você quer falar com ela, de verdade? Ela tem algo a acrescentar na sua vida ou negócio? Qual o seu objetivo? Ter um objetivo claro não só vai acabar com áreas cinzentas de conversa, mas também fará com que ela seja a base para o sucesso futuro de um empreendimento. Lembre-se, não é o que você sabe, mas quem você conhece.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Google investirá US$ 1 bilhão em internet por satélite, diz jornal

A sede do Google, em Mountain View (Foto: getty)
 
O Google vai gastar mais de US$ 1 bilhão na compra de 180 satélites com o objetivo de levar internet pra regiões mais remotas do planeta. De acordo com o Wall Street Journal, a empresa vai começar com uma frota de satélites pequenos de alta capacidade, que orbitarão a Terra em altitudes mais baixas do que os satélites tradicionais.

Hoje, dois terços da população do planeta não tem acesso à web. Todos esses indivíduos são usuários em potencial do Google. Uma porta-voz da empresa falou na possibilidade de centenas de milhares de novos usuários online nos próximos anos, por causa desse e de outros programas de inclusão digital de áreas sem cabeamento terrestre.

O Google tem outros projetos que ajudam a internet a chegar a regiões remotas usando balões e drones, mas é a primeira vez que a empresa experimenta esse tipo de serviço com satélites - que são mais flexíveis, têm mais capacidade e são cada vez mais baratos de construir e lançar.
 

domingo, 25 de maio de 2014

Palcohol, o álcool em pó, chega no fim do ano

A novidade deve aparecer primeiro nos bares dos Estados Unidos
EM BREVE, SEU MOJITO PODERÁ SER FEITO A PARTIR DE UMA MISTURA EM PÓ (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Muito em breve, quando você quiser tomar um drink, talvez o barman te entregue um copo de água e um sachê cheio de pó. Nos EUA, o governo está em vias de aprovar a produção e venda de Palcohol, que nada mais é do que alcool em pó.
O Palcohol será produzido, inicialmente, em 6 sabores: V, feito a partir de Vodka, R, que equivale ao Rum, Cosmopolitan, Mojito, Powderita - a Margarita e Lemon Drop. Todas elas equivalem a um shot de bebida, que pode ser misturada a água ou até mesmo a refrigerante ou suco (pra fazer Rum com Coca-Cola, por exemplo). Um pacotinho tem cerca de 80 calorias distribuídas em 30 gramas de pó, que devem ser misturados a 150 ml de água para virarem um drink.
As versões em pó dos drinks foram criadas pelo empresário Mark Phillips, autor do livroSwallow This - The Progressive Approach To Wine, e de acordo com ele, foram inspiradas pela vontade de tomar um drink em situações em que uma garrafa não é a melhor opção de transporte. Cada pacotinho das versões de drinks tem álcool em pó, flavorizantes naturais e açúcar pra adoça. As versões de vodka e rum, mais simples, podem inclusive ser usadas para cozinhar - o site fala em usar o V como parte do tempero de uma salada, por exemplo.
Para evitar ideias idiotas como a de aspirar os pó dos saquinhos, o site oficial explica que adicionou volume ao pó propositalmente, para que os efeitos de aspirar o Palcohol sejam bem mais fracos que beber e isso desencoraje usos indevidos dos drinks em pó.
O processo de produção - que transforma álcool de líquido a pó - é um dos segredos mais bem guardados da empreitada, e a fórmula está sendo patenteada.
De acordo com o site oficial da marca, o produto já foi aprovado, mas há uma discrepância nas embalagens, que terão que ser reformuladas antes da aprovação. Os criadores esperam colocar o Palcohol no mercado no fim desse ano.

sábado, 24 de maio de 2014

A reinvenção da camisinha

Com nanopartículas, de colágeno de boi ou para serem colocados num segundo. Conheça os 11 preservativos que disputam em maio um prêmio de US$ 1 milhão e podem mudar para sempre a forma como fazemos sexo seguro.

De longe, é o método mais eficaz para prevenir doenças transmitidas durante o sexo. A camisinha funciona em até 95% dos casos e ainda é a maior arma contra a propagação da Aids. Só que está longe de cair nas graças dos homens. “Cerca de 95% relutam em usá-la. Se a transformarmos em objeto do desejo, estimularíamos a adesão”, diz Stephen Ward, da Fundação Bill e Melinda Gates. É com esse objetivo que a fundação entregará em maio um prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor de um concurso para reinventar a camisinha.

De 812 equipes inscritas, restam 11 finalistas, que já ganharam uma bolsa no valor de US$ 100 mil. Todos miram as principais reclamações sobre os preservativos: são difíceis de colocar, reduzem o prazer sexual ou podem provocar perda de ereção. Por trás dessas justificativas (ou desculpas), apenas 43% dos brasileiros declaram ter o hábito de usar camisinha, por exemplo. Para mudar esse cenário, cientistas propõem preservativos ultrarresistentes, com tamanho único, que podem ser colocados em apenas um segundo e com substâncias que imitam as mucosas. Entenda a seguir quais são as estratégias dos finalistas.



Usado nos projetos de dois dos finalistas, o grafeno é cem vezes mais forte do que o aço e tão fino que um fio de cabelo tem 100 mil vezes a sua espessura. "O látex funciona como isolante, já o grafeno conduz mais calor que o cobre", diz o pesquisador LakshminarayananRagupathy, da HLL Lifecare. Seu grupo pretende incorporar o material ao látex e reduzir a espessura das camisinhas de 0,07 mm para 0,04 mm, permitindo uma sensação mais próxima à do sexo sem preservativo. O problema é o valor alto do grafeno. “O custo tende a cair quando a demanda aumentar”, diz AravindVijayaraghavan, integrante do outro grupo finalista, de Manchester.








O protótipo do pesquisador Ron Frezieres ainda não foi aprovado, mas já ganhou um apelido curioso: “camisinha wrap”. O conceito lembra um sanduíche: o objetivo é embrulhar o pênis com uma fina camada de polietileno, material resistente e ultrafino, como se fosse a massa do pão que enrola os ingredientes. Ao contrário do látex, que causa desconforto em 1% das pessoas, o polietileno é hipoalergênico.


















O pesquisador Benjamin Strutt desenvolve um modelo com ajuste universal que se adapta a qualquer pênis. O preservativo deve apertar suavemente durante a relação e aumentar a sensação de prazer. Outro finalista, da Universidade do Oregon, persegue o tamanho único com um tipo de poliuretano que reage ao calor do corpo e se adapta. “A camisinha encolhe até chegar ao tamanho ideal”, explica o professor Richard Chartoff.















“Alguns se queixam da sensação de corpo estranho. Por isso, criei um modelo que reduz o atrito entre pele e camisinha”, afirma Karen Buch. A pesquisadora tenta criar uma camisinha durável e resistente com revestimento de nanopartículas que se transformam numa espécie de lubrificante em contato com a água. Além de reduzir o atrito, elas evitariam o rompimento do preservativo e, ainda, impediriam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e Aids.















O professor Patrick Kiser tenta sintetizar um novo material polimérico idêntico ou, pelo menos, similar ao tecido da mucosa, membrana que reveste vários órgãos do corpo humano, como boca, pênis e vagina, e que só se mantém úmida graças à secreção viscosa (muco). Um dos objetivos é conferir maior sensibilidade ao usuário.


















Uma borracha que não rasga, fura ou deforma. O pesquisador Jimmy Mays desenvolve o conceito de superelastômero, um polímero que pode ser esticado mais do que qualquer outro material já usado em preservativos. Além de produzir camisinhas mais finas e resistentes, Mays pretende baratear o custo e, assim, torná-las acessíveis à população mais carente.

BREVE HISTÓRIA DA CAMISINHA
Já usamos carapaças de tartaruga, excrementos de crocodilo e tripas de cabra como preservativos


• 1850 a 1000 a.C.>Segundo o papiro de Petri, considerado o primeiro receituário médico, uma estranha mistura de mel com excremento de crocodilo era colocada na vagina para evitar a gravidez.

• 1350 a 1200 a.C.>Homens egípcios usavam um envoltório no pênis. Era feito de tripas de animais, como vesícula de cabra ou intestino de carneiro, muito semelhantes aos modelos atuais.

• 1564>Professor da Univ. de Pádua, o italiano Gabrielle Fallopio indicava o uso de uma carapuça de linho embebida em ervas para evitar a transmissão de doenças venéreas.

• 1649>O médico inglês Dr. Condom (daí o nome em inglês) criou um modelo feito do intestino de animais, como ovelha e cabra, para evitar que o rei Carlos II tivesse mais filhos ilegítimos.

• 1870>As primeiras camisinhas feitas de borracha eram grossas, duras e muito desconfortáveis. Por também serem caras, os homens costumavam lavá-las e usá-las por repetidas vezes. 

• 1900>Alguns dos primeiros modelos vieram da Ásia. Os chineses usavam versões de papel de seda untado com óleo e os japoneses, camisinhas feitas com carapaça de tartaruga.

• 1919>Frederick Killian deu início à produção com látex. Com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, as camisinhas tornaram-se mais finas, resistentes e elásticas.

• 1994>EUA lançam a 1ª camisinha de poliuretano. Tem a mesma espessura da de látex, mas conduz melhor o calor e provoca menos alergia. Surgem os modelos coloridos.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Turbine a sua equipe de vendas

Você sabe como turbinar a sua equipe de vendas? Leia essas dicas e faça isso


1-Respeite a equipe de vendas
Não quero que os outros departamentos fiquem chateados com o que eu vou dizer, mas é a área de vendas que atrai receita para a empresa, isso não significa que é a mais importante, mas aquela que lida com o bem mais precioso da empresa O CLIENTE, por isso todos os demais setores devem dar suporte a esta área.

Evitem chamar a equipe de vendas para reuniões desnecessárias que não agreguem valor, pois se estão fora de seu território logo não estão vendendo e por sua vez a empresa não está faturando.
Não fale nunca mal de cicrano ou beltrano da área de vendas, provavelmente você não tem a menor idéia do que ele enfrenta diariamente para vender os produtos e serviços da empresa. São muitos “nãos”, concorrência, transito, muitas horas de espera, uma enorme pressão por cumprimento de metas e muito mais.
2-Ouça o que sua equipe de vendas fala
Quando a equipe trouxer informações do campo, ouça-as antes de julgá-los afinal são eles que estão com os clientes diariamente.

Como dizia o falecido Eduardo Botelho, fique rouco de tanto ouvir.
Quando o cliente fala é porque ele gosta da empresa ou do produto e deseja continuar a negociar com você, senão ele simplesmente deixaria de comprar não lhe dando nenhuma satisfação e oportunidade de saber o motivo.
Por isso a empresa deve possuir a humildade de ouvir o seu cliente, afinal o produto ou serviço que ela comercializa tem como alvo satisfazer a necessidade deste personagem chamado cliente.
3-Nunca permita que os vendedores reclamem em publico.
Crie uma norma onde seja explicitamente proibidas reclamações, baixo astral, desmotivação etc. nas reuniões de vendas.

Coloque um cartaz com os 10 comportamentos e expressões terminantemente proibidas de ser pronunciadas.
Basta um vendedor contar a sua sina de sofrimento para que toda a equipe seja contaminada
A equipe deve sair das reuniões de vendas motivada e com a pasta cheia de soluções para seus clientes não com mais problemas do quando entrou.
4-Apóie e defenda a sua equipe com unhas e dentes
Todo mundo já critica os vendedores, não seja mais um. Faça a diferença na vida deles ajudando-os a resolver os seus problemas diários, facilite a vida deles. Faça parte da solução não do problema.

Não permita que ninguém faça piadas ou coloque apelidos nos membros da sua equipe.
Tenha em mãos ou na mente um dossiê com todas as conquistas e diferenciais de cada vendedor de sua equipe e use estas informações para lembrar as pessoas e até você mesmo do valor de cada um deles.
Se o dossiê de algum deles estiver muito pobre está na hora de você pensar em substituí-lo. 
5-Mantenha os talentos afiados
Segundo Aristóteles "Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.”.

Todo o vendedor que conheço é motivado por resultados e desafios, mas isso não basta e também não significa que ele esteja sendo eficaz, por isso capacitar a sua equipe é fundamental para bater as metas e atingir os resultados.
Lembre-se que tudo está em transformação.
O mundo muda, os clientes mudam, o mercado muda, os produtos e concorrentes mudam por que então deveria ser diferente com a equipe de vendas? Sua equipe deve estar em estado de aprendizado constante para estar preparada para enfrentar estas mudanças.
 6-Separe o joio do trigo
Não tenha receio ou medo de demitir os “maus” vendedores.

Quando me refiro a “maus” vendedores não estou me referindo apenas aqueles que não alcançam sistematicamente os resultados, mas também aqueles que não respeitam os valores da empresa e insistem em atingir as metas a qualquer preço.
Segundo Jack Welch existe quatro tipos de colaboradores:
Aquele que não atinge resultados e não tem os valores da empresa – Coloque-o a disposição da concorrência, ou seja, demita-o.
Aquele que atinge os resultados e possui os valores da empresa – Vale ouro, reconheça-o, valorize-o e use de exemplo para equipe.
Aquele que não atinge os resultados, mas possui os valores da empresa – Capacite-o, invista nele para transformá-lo em ouro.
Aquele que atinge os resultados, mas não possui os valores da empresa – Alerte-o, se ele continuar a não respeitar os valores demita-o senão você contaminará toda a equipe.
7-Eduque o seu cliente 
Calma, não estou chamando os clientes de mal educados, apenas quero provocar uma reflexão sobre uma abordagem mais centrada de sua equipe em relação ao cliente.

O processo de venda é uma ótima oportunidade para educar seus clientes SE o vendedor souber ajudar o cliente a diagnosticar problemas ainda ocultos que possam impactar diretamente no atingimento dos seus resultados pessoais ou profissionais, enfim conseguir fazer que o cliente repense o seu negocio e as suas atitudes.
O vendedor assim inicia um processo de “educar” seus clientes sobre os diferenciais que seus serviços e produtos oferecem gerando assim novas alternativas, soluções e ideias jamais concebidas na cabeça do cliente.
Sua equipe é excelente?
Não! Então o que falta para ela se tornar 
8-Preço não é objeção
Apesar de não ser um vendedor John Ruskin um líder Inglês crítico de arte da era vitoriana, poeta, desenhista, pintor, pensador social do final do século 18 que disse em certa ocasião com muita propriedade: “Dificilmente, existe alguma coisa neste mundo, que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato e as pessoas, que consideram somente preços, são suas merecidas vitimas”.

Particularmente acho essa frase fantástica, pois em minha opinião preço somente se torna uma objeção verdadeira se o cliente não possuir dinheiro suficiente para adquirir o seu produto ou serviço, fora isso é “cortina de fumaça”.
Cortina de fumaça é uma técnica de despistamento onde o cliente alega uma objeção falsa, geralmente bem diferente e distante da objeção verdadeira, para não adquirir o determinado produto ou serviço.
Cabe ao vendedor através de perguntas de sondagem garimpar a verdadeira razão e somente a partir deste momento aplicar a sua estratégia para contornar a objeção real.
Sendo assim preço geralmente é uma objeção falsa que demonstra na maioria das vezes que o vendedor não realizou adequadamente a sondagem e levantamento de necessidades do cliente, resumindo , se precipitou , atropelou a técnica e tentou o fechamento cedo demais, o que provavelmente lhe custou àquela venda.
Suce$$o

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Veja mentiras comuns em currículos e como elas são descobertas


Candidatos costumam mentir sobre formação, cursos e experiência. Especialistas dizem que existem métodos para descobrir falsas informações.

Informações falsas ou exageradas nos currículos são prejudiciais tanto para o candidato, que acaba sendo desmascarado e eliminado da seleção, como para as empresas, pois tornam os processos seletivos mais demorados e mais caros. Recrutadores ouvidos pelo G1dizem é possível detectar as mentiras na entrevista ou no momento de checar as informações com as referências apresentadas pelo candidato.

O hábito de maquiar qualificações para conseguir uma colocação no mercado de trabalho pode custar até mesmo cargos de alto escalão, como ocorreu no grupo americano Yahoo. No último domingo (13), a empresa comunicou a saída do diretor geral Scott Thompson, após ele ter sido acusado por um dos principais acionistas do grupo de ter incluindo entre as informações um falso diploma em ciências da computação.
Veja no que os candidatos mais mentem

1º) Formação acadêmica

2º) Fluência em idioma estrangeiro

3º) Falsa experiência na área

4º) Acréscimo de atribuições no cargo anterior

5º) Supervalorização dos últimos cargos

6º) Salário anterior

7º) Tempo de permanência na última empresa

8º) Diploma em curso de informática

9º) Participação em trabalhos voluntários

10º) Garantia de mobilidade e flexibilidade

11º) Estado civil

12º) Idade

Fonte: Trabalhando.com

“Já aconteceu de buscarmos um profissional com inglês fluente e na hora que ele precisou fazer uma entrevista no idioma por telefone com alguém da matriz da empresa não conseguiu se comunicar minimamente. Isso é constrangedor tanto para o entrevistador quanto para o próprio candidato”, afirma Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com e autor do livro “A estratégia do olho de tigre”.

Segundo ele, mentir pode trazer problemas graves para o entrevistado. “Em alguns casos um recrutador pode aprovar um candidato que não tenha todas as qualificações exigidas para a vaga com a ideia de que ele possa desenvolver tal habilidade. Porém, se descobrir uma mentira, esse candidato será não só eliminado do processo seletivo em questão, mas de qualquer outro processo daquela empresa”, explica.

De acordo com pesquisa realizada pela Trabalhando.com, as mentiras que os candidatos mais contam se referem aos seguintes assuntos, em ordem decrescente de importância: formação acadêmica, fluência em idioma estrangeiro, falsa experiência na área em que deseja atuar, acréscimo de atribuições no cargo anterior, últimos cargos supervalorizados, salário anterior, maior tempo de permanência na antiga empresa, curso de informática, participação inexistente em trabalhos voluntários, garantia de mobilidade e flexibilidade, estado civil e idade.

saiba mais

Outra pesquisa, realizada pela empresa de recrutamento especializado Robert Half, revela que para 42% dos executivos responsáveis por recrutamentos, os candidatos exageram nas informações do currículo. As experiências profissionais atuais e anteriores apresentam o maior índice de exagero nas informações (48%). Os outros pontos nos quais os candidatos mais exageram são o conhecimento de línguas (46%) e as razões de deixar o trabalho atual/antigo (42%). Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que o primeiro ponto de atenção dos executivos ao receber um currículo recai sobre a experiência profissional (36%), seguido das qualificações profissionais (29%).

Selo de autenticidade
De olho no “mercado de informações falsas em currículos”, uma empresa criou um selo de autenticidade. A empresa de recursos humanos Currículo Autêntico, especializada em auditorias de títulos e competências de currículos, utiliza uma ferramenta de apuração para verificar se as informações fornecidas são verdadeiras. Por enquanto, o serviço é oferecido apenas a candidatos interessados em obter o selo de autenticidade para seus currículos.

Eles se cadastram no site, submetem o currículo ao processo de auditoria, disponibilizam os documentos que comprovam os títulos, indicam os nomes e telefones que chancelam as competências. Mas o serviço é pago: R$ 99 pela autenticação, válida por um ano. Por cada atualização durante este ano, o candidato paga R$ 12,90. Os sociofundadores são filiados à Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional do Rio de Janeiro.

“De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações supervalorizadas e outros dois têm dados falsos. Se um currículo é autêntico tem prioridade e economiza tempo e dinheiro às empresas”, diz o sociofundador Leonardo Rebitte. A empresa pretende futuramente oferecer o serviço para as empresas, auditando os currículos recebidos.

Veja o ranking das mentiras mais comuns e como elas podem ser desmascaradas

1 - Idiomas
Alguns profissionais entendem que colocar a língua estrangeira no currículo é essencial para serem chamados para a entrevista. Mas um simples teste oral na hora da entrevista ou logo nos primeiros meses após ser contratado revelam a mentira.

2- Cursos
Profissionais citam cursos que foram realizados dentro da empresa onde trabalhavam, porém, ao buscar evidências, seja através de certificados ou entrando em contato diretamente com a empresa citada, nota-se que não foi bem assim.

3- Formação
É comum a colocação de títulos de graduação ou pós-graduação concluídos, quando na verdade os cursos ainda estão sendo realizados ou foram trancados. O que não é muito comum, mas também ocorre, é a falsificação de títulos e certificações. Ao checar as informações com as instituições de ensino, constata-se a mentira.

4- Competências
Muitos profissionais supervalorizam qualidades e atribuições como “coordenei e gerenciei recursos e fornecedores”, mas na verdade participavam apenas como convidados ou ouvintes. Um telefonema para a antiga empresa revela que não é verdade.

5- Período em que trabalhou para a empresa
É unânime entre recrutadores olhar quanto tempo um profissional permaneceu em uma determinada empresa para saber se trata-se de um profissional problemático ou assediado por outras empresas, seja por maiores salários ou novos desafios. No ponto de vista dos profissionais, mentir sobre o tempo que dedicou a uma única empresa é sinônimo de estabilidade, logo, pode ser visto como uma pessoa não problemática. Mas isso pode ser checado com a antiga empresa.

6- Motivos de saída da empresa
Para o recrutador, conhecer o motivo pelo qual um profissional saiu da empresa é relevante para entender os objetivos e personalidade do candidato. O que geralmente acontece é o profissional ter sido demitido, e na entrevista, diz que saiu por livre e espontânea vontade. Mas isso pode ser checado com a antiga empresa por meio de um telefonema.

7- Salários 
"Vou jogar o valor para cima para cair na hora da negociação". Os profissionais precisam entender que o currículo é cronológico e leva consigo o histórico da vida profissional, não adianta mentir sobre o quanto ganhava na empresa anterior se o salário não constar em carteira. Os recrutadores entram em contato com o RH que o contratou anteriormente.

8- Referências
Referências são utilizadas para checar a veracidade das competências que estão no currículo. Mas geralmente essas referências são amigos de trabalho ou parentes, o que enfraquece como prova, pois pode ter sido previamente combinado. As empresas podem entrar em contato com o setor de recursos humanos da empresa antiga ou pesquisar referências em sites de carreira como o LinkedIn.

9- Endereço
Algumas empresas têm preferência por regionalizar seus profissionais para reduzir custos. Sabendo disso, alguns profissionais adquirem serviços em casa de amigos e parentes para obter um comprovante de endereço que seja aceito pela empresa. Mas a mentira pode vir à tona após a contratação do empregado e causar sua demissão.

10- Idade, filhos e estado civil
Os profissionais entendem que algumas empresas com cargos que demandam viagens nacionais e internacionais preferem e priorizam certos tipos de perfil. Mas documentos pessoais podem desmentir as informações fornecidas.

Fonte: Currículo Autêntico

Ana Guimarães, gerente da divisão de mercado financeiro da Robert Half, diz que o entrevistador não desconfia de tudo que é falado durante a entrevista, mas os exageros e as mentiras podem ser flagrados nas respostas dos candidatos. “Se perguntamos a carteira de clientes e a pessoa não sabe dizer, algum problema tem, se fala que é um bom líder e não sabe dar exemplos de ações estratégicas, dificilmente ele seria um bom gestor, se a vaga exige inglês e ele não sabe desenvolver uma conversa no idioma, já sabemos que não é fluente”, exemplifica.

De acordo com ela, dependendo da vaga a ser preenchida, os exageros e as mentiras descobertos na entrevista costumam eliminar os candidatos tanto quanto a falta de qualificação.

“Os exageros são fatores cruciais na eliminação do candidato. Querer se vender demais, dizer que faz e acontece causam desconforto na entrevista. E tudo é checado. Além disso, o corpo fala, dá para perceber a mentira pela tensão, movimentação maior na cadeira, a postura, as mãos inquietas. A pessoa que não tem nada para esconder conta tudo de forma espontânea”, afirma.

Ela diz que não há nenhum tipo de exclusão pelo currículo. “Nós olhamos principalmente a formação acadêmica, a experiência e o tempo de estabilidade nas empresas”, diz. Segundo ela, se o currículo mostra que o candidato pulou muito de uma empresa para outra em pouco espaço de tempo “acende a luz amarela”. “Aí na entrevista vamos verificar o motivo de transição entre as empresas e pedimos referências para comprovar as informações repassadas”, diz.

Ana afirma que é possível ainda verificar a veracidade de cursos realizados pelo tempo de duração e também pela idade do candidato, por exemplo. “Vale mais colocar no currículo uma pós-graduação ou um MBA bem feitos do que 10 cursos que não agregam muito. Tem que deixar o currículo com qualidade”, diz Ana.

Soluções recomendadas
Renato Grinberg orienta que o candidato deve buscar suprir a deficiência que ele julgou ter em seu currículo em vez de mentir. “Imagine que as vagas para as quais você concorre requeiram inglês fluente, mas você só sabe o básico. Colocar no currículo que possui conhecimento avançado não é uma boa ideia, pois será desmascarado facilmente pelo entrevistador. Você não poderá colocar essa falsa informação a vida inteira, então encare isso como uma oportunidade que bate à sua porta. Faça o curso e dedique-se”, diz.

Outra dica de Grinberg é ressaltar os pontos mais relevantes no currículo, adaptando-o para cada vaga. Caso o emprego seja para vendas, por exemplo, e a maior qualidade seja relacionamento interpessoal ou habilidade de persuasão, essa é a primeira coisa que deve ser destacada no resumo profissional, abaixo dos dados pessoais. “Mesmo que não tenha experiência, deixe claro que tem força de vontade e capacidade para tal”. Segundo ele, se o candidato achar que a pós-graduação é mais relevante para o cargo do que a experiência em outra área, o curso deve vir primeiro, após o tópico formação profissional.

Fonte:G1

5 dicas para otimizar as reuniões na empresa


Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

Reuniões longas e ineficientes continuam sendo desafios enfrentados por empresas de qualquer tamanho e segmento, em qualquer parte. O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.

Reuniões sem foco levam a equipe a perder tempo, a falhar na execução de suas prioridades e a reclamar da falta de tempo para fazer o que realmente precisa. Tenho sido muito questionado nos últimos tempos sobre como é possível reduzir o número de reuniões e aumentar a produtividade das mesmas.

Por esse motivo, organizei algumas dicas úteis e rápidas para otimizar as reuniões. Confira abaixo:

Tenha o objetivo e pauta visíveis
Defina o que deve ser alcançado quando a reunião terminar (objetivo) e os itens que ajudarão a tornar isso possível (pauta). Envie aos participantes na convocação e durante a reunião mantenha visível a todo o momento.

Use um cronômetro
Nos principais comércios populares existem cronômetros de até 2h por menos de R$ 30! Controlar o tempo é dever de todos na reunião, quando o tempo fica visível é mais fácil de conseguir manter o controle do tempo.

Conduza a reunião
Escolha uma pessoa para conduzir a reunião, de forma que organize a conversa, as ideias, registre as ações posteriores e corte conversas paralelas.

Não trabalhe na reunião
Se não for uma reunião aonde algum trabalho deva ser feito, mas apenas discutido, não caia no erro de agir durante a reunião, além de tomar tempo acaba perdendo o foco da discussão.

Envie um e-mail de fechamento
Ao terminar a reunião envie um e-mail aos participantes agradecendo a presença e pontuando as principais ideias e ações definidas.

Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fusão Lula e Maluf: exemplo de uma vantagem não muito competitiva


Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?
A surpreendente política brasileira mais uma vez nos proporcionou momentos impagáveis na semana passada. Uma foto que ficará para a história, tirada na casa do ex-prefeito de São Paulo, mostra um Lula bastante sorridente e à vontade, observado ao fundo pelo perplexo e cabisbaixo Haddad. Do outro lado, o sorriso sempre cínico e maroto, característico de Paulo Maluf, completava a cena bizarra.

Tal acordo se baseia numa teoria defendida pelo ex-presidente, o qual pretende tornar conhecido o semidesconhecido ministro da Educação, investindo na mídia de massa através do horário eleitoral gratuito, repetindo o feito de Dilma. Com a parceria, a coligação já apelidada de Malddad, composto pelos sobrenomes de Paulo e Fernando, ganhará cerca de 90 segundos adicionais para tentar convencer os paulistanos.

Não obstante a retórica e a ideologia - ou sua total ausência - dos políticos e seus partidos, sobre as quais prefiro não me aprofundar, acredito que este acontecimento pode trazer algumas lições ao mundo empresarial. Quais motivos, vantagens e eventuais problemas podem decorrer de alianças e parcerias? Que cuidados tomar para não se meter numa saia justa, comprometendo sua imagem?

Em suma, empresas se associam para obterem diferenciais e vantagens, as quais podem vir na forma de novos mercados, produtos, tecnologias, modelos de negócio, escala de produção, oportunidades ou até mesmo retaliação. Em suma, o objetivo é criar condições para um ambiente competitivo mais favorável. A ideia básica pode ser resumida no conceito de sinergia, no qual o todo é maior que a soma das partes.

O pesquisador americano Jay Barney, em artigo publicado no Journal of Management, apresentou um modelo denominado como VRIO, o qual pode ser utilizado para listar as motivações de uma parceria. Com base nesta teoria, uma empresa obteria uma vantagem competitiva sustentável quando seus recursos, ativos e capacidades puderem ser classificados como valiosos, raros, difíceis de imitar e explorados pela organização. Vejamos dois exemplos.

Acesso à tecnologia e mercados: a parceria firmada entre Toyota e GM, criando a empresa NUMMI, tinha como objetivos fornecer acesso ao sistema de produção enxuta da montadora japonesa, lean manufacturing, em contrapartida a criação de uma planta no maior mercado consumidor mundial. Troca de ativos e recursos valiosos, raros e difíceis de imitar, os quais foram mais bem explorados pela montadora japonesa, conforme prova a história recente.

Oportunidades: muitas vezes o acaso colabora para o destino. Quem diria que os inimigos quase mortais Perdigão e Sadia, os quais travaram batalhas nas gôndolas e nos comerciais de televisão, um dia estariam sob o mesmo teto? Uma aposta financeira errônea fez com que a então líder Sadia fosse às cordas. E imaginar que alguns anos antes tentou comprar a rival por meio de uma oferta hostil. Chance única para a Perdigão ganhar escala, tornando-se líder quase monopolista em diversos setores. Algo valioso, raro e difícil de imitar.

Adquirentes costumam contratar firmas de auditoria e consultoria, conduzindo investigações sobre a situação legal, contábil e financeira da adquirida. Este processo, também denominado como Due Diligence, cobre diversas áreas, tais como societária, fiscal, trabalhista, marcas e patentes, dentre outras. Quando bem realizado e conduzido, costumam trazer maior segurança e transparência aos envolvidos.

Voltando ao caso ocorrido nos jardins da mansão do ex-prefeito em bairro nobre de São Paulo, podemos analisar o tempo conseguido no horário eleitoral como um ativo valioso, raro e difícil de imitar, uma vez que o tempo é estabelecido por meio da participação dos partidos na cena política. Apesar de atender os requisitos propostos por Jay Barney, acredito que a coligação esdrúxula trará pouca ou nenhuma vantagem competitiva ao PT. Talvez estes sejam os 90 segundos mais caros da vida de Lula e seu companheiro Haddad. Outubro está logo aí.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Problemas com o filho do dono da empresa? Resolva o conflito e não se prejudique


Líderes devem tomar cuidado ao tentar solucionar impasses com parentes do proprietário da empresa. Veja como agir. Trabalhar em uma empresa familiar nem sempre pode ser tão fácil quanto se imagina, especialmente quando se percebe que o filho do dono, a esposa ou o irmão tem carta branca para fazer o que bem quiser na companhia. Nesta hora, difícil mesmo é não ceder à pressão e questionar o trabalho e a autoridade de cada um.

Contudo, essa não é a atitude mais recomendada, principalmente se a sua intenção for manter seu emprego na empresa. Por isso, tenha calma antes de sair arrumando conflitos por aí e seja inteligente.

“O gestor jamais deve levar a queixa dele para o lado pessoal ou fazer do problema uma fofoca. O ideal é que ele procure a pessoa [parente] com quem ele tenha uma divergência e tente resolver a questão de forma rápida”, diz o sócio-diretor e fundador da consultoria de gestão Muttare, Tatsumi Roberto Ebina.

Segundo ele, comentar o fato com terceiros apenas desfavorece o clima corporativo e não soluciona problema algum e, por tal razão, essa atitude deve ser evitada.

Explique o problema

Durante o bate-papo o líder deve informar, de forma clara e racional, o que está acontecendo que não condiz com as políticas da empresa. É a partir desta conversa que o gestor perceberá então a linha de conduta do colaborador envolvido no problema, bem como a da empresa.

“O gestor deve observar se a pessoa que tem um certo grau de parentesco se preocupa em solucionar o conflito ali mesmo ou se resolve a situação no almoço de domingo com a família”, diz o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.

Se a resposta for a primeira, ótimo, página virada. Agora se for a segunda, cuidado! Certamente você estará trabalhando em uma empresa que favorece mais aqueles que são da família do que os demais profissionais que trabalham lá dentro. E como já diria, Ebina, “em uma briga de elefantes quem sofre é a grama, e neste caso, a grama é o gestor”.

Por isso, se percebido que o valor da empresa for ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’, tentar uma solução de nada adiantará e o líder ainda correrá o risco de perder seu emprego, já que a corda tende a romper sempre do lado mais fraco desta relação.

“Essa é a maior estupidez que acontece nas empresas familiares: a complacência de poder de mando com grau de parentesco”, diz Ebina, que garante que em uma situação como esta a melhor saída é ficar de cabeça baixa e conviver com a situação ou procurar outro emprego.

É preciso um mediador

Mas e quando a situação não se resolve na conversa e também não avança para a esfera familiar, o que fazer? Nesta caso, o gestor terá ainda uma outra opção: a de requisitar um mediador para o conflito.

“Se após a conversa os envolvidos não tiverem um entedimento sobre a questão, eles podem pedir que outro profissional, um gestor ou até mesmo o dono da empresa, avalia a situação”, recomenda o sócio-diretor e fundador da consultoria de gestão Muttare.

E nada de amenizar o fato! A conversa deve ser franca, direta e tratar exclusivamente de como a postura adotada pelo contratado pode impactar negativamente o desempenho do negócio.

“Se o pai tiver uma concordência com esse aspecto, ele certamente conversará com o filho para harmonizar o cenário”, conclui Ebina.