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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dez dicas para se tornar um profissional nota 10

"Refletir com abrangência sobre o que as empresas precisam no longo prazo pode nos trazer referências de como um funcionário deve pensar e agir em sua carreira"



Os líderes empresariais deveriam refletir e comunicar com maior clareza o que esperam de seus profissionais. As deficiências nessa comunicação geram muitas dúvidas nas pessoas, sobre seu desempenho e suas possibilidades de promoção.
Afinal, o que seria um profissional nota 10? É claro que essa resposta varia de acordo com as demandas de cada companhia, mercado e cargo. Entretanto, algumas competências devem ser desenvolvidas por quem deseja ser percebido como um profissional de alto nível pelas empresas.
Refletir com abrangência sobre o que as empresas precisam no longo prazo pode nos trazer referências de como um funcionário deve pensar e agir em sua carreira para tornar-se um profissional nota 10.

1. Qual o seu propósito?

A maioria das pessoas não está feliz na empresa em que trabalha. E não estará feliz em lugar algum. Simplesmente porque não possui um propósito, na carreira e na vida. Empresas têm propósitos. Se um profissional também tiver um, será capaz de escolher melhor o local que permita cumpri-lo, ter maior energia e possibilidade de se realizar no trabalho e dedicar-se a ele.

2. Capacidade autônoma de aprendizagem constante.

O mundo, os mercados e as empresas se transformam o tempo todo. Por essa razão, o bom profissional deve ser capaz de adaptar-se e aprender constantemente. Quem espera que a empresa lhe ensine tudo que precisa para os próximos anos ficará para trás. O indivíduo deve, ele mesmo, buscar o conhecimento, investir no seu autodesenvolvimento para que, quando o futuro chegar, estar preparado.

3. Persistência.

Alguns profissionais mal chegaram à empresa e desejam ser diretores, se possível hoje à tarde. Apesar da velocidade do mundo, não há como acelerar a maturidade, o domínio emocional e a experiência dos anos de vida. Um indivíduo precisa passar por ciclos de expansão e contração na economia, nos mercados e na sua própria carreira, para desenvolver todas as habilidades necessárias para alcançar postos elevados e relevantes na organização. Isso leva tempo e, portanto, persistência é uma competência fundamental.

4. Maturidade nas relações interpessoais.

Indivíduos que relutam em fazer networking, em se interessar pela estratégia e pela política que existe em toda organização humana dificilmente conseguirão ter compreensão de elementos sutis e que são necessários para a tomada de decisão dentro das empresas. E uma pessoa que não domina esses elementos não conseguirá compreender certas decisões empresariais que precisam satisfazer interesses de diversas áreas, pessoas e clientes. Além disso, terá dificuldade para gerir sua carreira apropriadamente, pois, às vezes, é necessário recuar em suas demandas para não romper relacionamentos importantes e necessários ao seu desenvolvimento no longo prazo.

5. Ética.

As decisões que um indivíduo toma, principalmente aquelas que podem favorecê-lo e, simultaneamente, prejudicar outras pessoas, devem ser dirigidas por fundamentos. A ética é o que diferencia, ao longo do tempo, aqueles que são capazes de absorver e traduzir os valores da empresa em comportamentos e decisões observáveis. As companhias perenes são aquelas que não abrem mão de seus valores, especialmente, da ética em suas escolhas. Você deve fazer o mesmo.

6. Tolerância a feedbacks e frustrações.

Um profissional de alto desempenho é aquele que é capaz de absorver e tolerar uma grande quantidade de feedbacks. É muito difícil ter de lidar com críticas, algumas até inapropriadas, e com feedbacks duros e constantes. Mas, pior que isso, é não ter consciência de sua capacidade em relação a outros profissionais com a mesma idade, profissão ou o mesmo cargo que o seu. A maior frustração é perceber tardiamente que não está à altura daquilo que almeja em sua carreira.

7. Não apenas saber qual é sua missão, mas ter consciência dela.

Muitos profissionais sabem quais são seus direitos e seu job description. Poucos atentam para o fato de que a empresa possui uma missão perante seus clientes, e também para seus acionistas e a comunidade. Saber qual é a missão é importante e ter consciência dela é o que diferencia um profissional maduro de um júnior. Ter consciência significa fazer o que for necessário para entregar aquilo que é pedido, dentro das especificações, com excelência, no prazo e no orçamento estipulado. Nada menos que isso.

8. Excelência.

O bom profissional não entrega duas vezes uma tarefa com a mesma qualidade, ele se aprimora constantemente. A cada vez que executa uma tarefa, procura descobrir como fazer melhor, como fazer em menor tempo, como fazer de forma mais segura e, se tiver consciência de qual é o resultado esperado, como obtê-lo suprimindo a tarefa. Ou seja, pensar e agir com excelência exige que você se bombardeie constantemente com perguntas que o façam sair de sua zona de conforto e, simultaneamente, aumentar seu desempenho. Um desafio tremendo.

9. Visão do futuro.

O indivíduo deve ser capaz de ler as tendências que vão pelo mundo e avaliar quais capacidades deverá desenvolver para, quando o futuro chegar, estar preparado. Isso somente é possível para aquelas pessoas que não apenas são antenadas nas notícias, mas também sabem interpretá-las de modo a gerar valor para suas carreiras e para a empresa.

10. Senso de contribuição.

O profissional deve expandir sua visão e conhecer como seu departamento complementa e afeta a operação dos demais. Um profissional nota 10 vê além do horizonte de suas tarefas e observa como elas se encaixam no todo que é a empresa. Do momento em que uma venda é realizada até a entrega, implementação do produto ou serviço e o pagamento por ele. E procura contribuir com o todo, pois sabe que o sucesso deve ser alcançado em equipe, e a companhia é a equipe maior da qual faz parte, não somente sua divisão ou departamento.
O mais importante é que o profissional entenda que sua carreira se desenvolve em ciclos, e que ele deve exercitar essas competências continuamente para ser bem-sucedido hoje e amanhã.
E que seu sucesso contribua decisivamente para o sucesso da empresa, da comunidade que a cerca e do mundo. Afinal, melhor que ser um profissional nota 10, é contribuir para que o mundo seja nota 10.

Vamos em frente!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

7 passos para ser mais feliz no trabalho, segundo a ciência

Pesquisas mostram que bastam algumas mudanças para encontrar maior qualidade de vida



Pode até parecer que a rotina já o engoliu e que todos os seus sonhos de universitário foram atropelados pela vida, mas sempre há como mudar a forma com que você encara o serviço. Pesquisas, estudos e livros mostram que somente alguns passos são necessários para uma vida mais tranquila no trabalho. Então veja a lista de dicas que a The Week separou para ser mais feliz com a sua profissão:
1 – Dinheiro não importa tanto assim

Por mais que pareça um pouco utópico e até mesmo inacreditável para a realidade em que nos encontramos, dinheiro não é sinônimo de felicidade. Segundo pesquisas recentes, dos fatores que fazem as pessoas felizes no trabalho, bom salário está entre os últimos.

Para uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, China, Japão e Índia pela Mercer, “base salarial” se encontra em sétimo dos 12 principais fatores para ser feliz no emprego. Segundo a Harvard Business Review, “aceitar um trabalho pelo salário” é um arrependimento número um na pesquisa de carreiras. Surpreendente?

2 – Status vale menos do que respeito

Por mais que profissões antigas, que carreguem respaldo da sociedade, possam parecer mais prestigiosas, saiba que mais vale um emprego em que se é respeitado do aquele que impõe respeito.

Segundo essa pesquisa, ser um chefe confiável – ou confiar no seu chefe – vale mais do que um aumento de 30% no salário. Para essa equipe, fazer parte de um grupo de colegas que gosta significa maiores chances de promoção. Para o sociólogo Richard Sennett, escritor do livro ‘How to Findi Fulfilling Work’, respeito faz com que as pessoas se sintam “seres humanos completes, cuja presence realmente significa alguma coisa”.

3 – Fazer a diferença faz diferença

Uma lista com os “trabalhos mais felizes” foi divulgada e nas primeiras colocações pudemos encontrar: bombeiros, professores, fisioterapeutas, psicólogos e muito mais. Em breve conclusão, trabalhos que trazem benefícios sociais tendem a trazer satisfação pessoal.

Para os cientistas Howard Gardner, Mihaly Csikszentmihalyi, e William Damon, pessoas que trabalham para o bem dos outros exibem altas taxas de felicidade no emprego.

4 – Use o que você tem de melhor

Procure usar o seu talento! Segundo esta pesquisa, trabalhar com o que gosta é responsável por grande parte das “emoções felizes” que sentimos. Quando incentivadas a fazerem o que sabem – e amam –, as pessoas são mais produtivas.

5 – Corra atrás do que ama

O clichê ataca novamente: fazer o que ama traz benefícios muito positivos. Para essapesquisa, os indivíduos entrevistados que trabalhavam com o que amavam se mostraram muito mais satisfeitos, animados e felizes com suas vidas. Em contraponto, demonstraram baixíssimos níveis de ansiedade e depressão.

6 – Seja autonômo

Autonomia é um dos passos mais importantes para um bom emprego. Sentir-se capaz de controlar o seu tempo e suas ações, sem que sejam necessárias ordens, é ideal, como diz o livro ‘How to Find Fulfilling Work’. Viva a liberdade!

7 – Pare de procurar o trabalho perfeito

O trabalho perfeito não existe! Pelo menos não aquele que você sonha antes de dormir... Para o autor de ‘Mindset: The New Psychology of Success’, “o que uma pessoa pode aprender, praticamente todas as pessoas podem aprender”. Com isso, ele defende que a evolução dos nossos talentos seja constante, gerando a abertura de portas novas o tempo inteiro. Assim aumentando as chances de fazer o que gosta e, consequentemente, de ser feliz no que faz. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Os 10 livros recomendados por Bill Gates

CONHEÇA AS DICAS DE LITERATURA DE BILL GATES (FOTO: GETTY IMAGES)

Conhecido pela sua carreira na Microsoft, Bill Gates é um fã de literatura. Mesclando o mundo dos negócios com grandes clássicos, ele acredita que todos deveriam ler estes dez livros:
Confira abaixo!
Meus Anos com a General Motors – Alfred Sloan

“Se você quer ler apenas um livro sobre negócios, esse é o livro a ser lido”.

O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger

“Eu só fui ler aos 13 anos e desde então eu digo que é o meu livro favorito. É muito inteligente, pois mostra como jovens podem enxergar coisas que os adultos não entendem. E eu sempre amei isso”.
Uma Ilha de Paz – John Knowles
“Meu segundo livro favorito é esse. É fenomenal, estive lendo para o meu filho recentemente e é incrivelmente bom.”
O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Bill Gates já se fantasiou como Gatsby e possui uma citação do livro na porta de sua biblioteca pessoal.
Leia aqui (em português)

A Vida é o que Você Faz Dela – Peter Buffet

“Melinda [sua esposa] e eu lemos e gostamos muito. É um livro tocante que planejamos passar para nossas crianças”.
SuperFreakonomics: O Lado Oculto do Dia a Dia – Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner

“Eu recomendo esse livro a todos que gostam de não-ficção. Foi muito bem escrito e está cheio de grandes ideias”.

That Used to be Us [sem tradução] – Thomas Friedman

“Esse é um livro fantástico e eu realmente encorajo as pessoas a lerem. Ele fala sobre como o mundo está mudando, focando principalmente nos desafios dos Estados Unidos”.

For the Love of Physics [sem tradução] – Walter Lewin

“Esse livro mostra o intelecto extraordinário, a paixão pela física e como Lewin é um professor brilhante. Espero que traga ainda mais pessoas para a  ciência”.

O Instinto da Linguagem – Steven Pinker

10 Mandamentos para Fracassar nos Negócios – Donald R. Keough

“Don possui uma combinação especial de experiência, sabedoria, confiança e consciência. Seus mandamentos poderão ajudá-lo nos negócios muito mais do que uma estante cheia de livros”.
Via Favobooks

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Os 10 empregos que mais equilibram vida pessoal e trabalho

Você cuida de redes sociais? Sempre quis ser salva-vidas? Estes são ótimos trabalhos para ficar com a agenda mais tranquila, segundo pesquisa


Todo mundo sempre quis trabalhar fazendo o que gosta (vide a quantidade de pessoas na comunidade “Quero Ficar Rico Dormindo”, do já falecido Orkut), mas nem sempre isso é simples. Por isso que o ideal é sabermos procurar a "sintonia" entre o emprego e a vida pessoal.
O site Glassdoor  fez uma pesquisa com funcionários de diversas áreas durante um ano a fim de encontrar o emprego mais 'equilibrado' de todos. De especialista em SEO à salva-vidas, as notas mostram que há diferentes opções para conciliar a carreira com o resto da vida.

A avaliação seguiu esse critério para as notas: 1 - Insatisfeito; 3 - OK; 5 - Muito satisfeito. Os entrevistados também deveriam responder se acham que o seu campo de trabalho é promissor ou se ele deve piorar com o tempo. Confira a lista dos dez primeiros lugares! 

10 – Vendedor de ações

Na décima colocação, está a profissão de vendedor de ações, com a nota 4.0. Os dados mostraram que 38% desses funcionários acredita que a área vai melhorar, enquanto 38% discordam - o resto não soube responder.

Em entrevista à pesquisa, um vendedor afirmou: “O trabalho paga bem e é muito bom para um balanço entre a vida pessoal e o emprego. Você conhece muitas pessoas inteligentes e têm lideranças encorajadoras”.

9 – Bombeiro

Surpreendente, não? Bombeiros deram a nota de 4.1 para o serviço e a maioria acha que seu trabalho só deve melhorar. Na pesquisa, um bombeiro de Nova York disse que “há flexibilidade de horário, bom salário e que seus colegas se tornaram uma segunda família”.

8 – Comunicação corporativa

Os funcionários da comunicação corporativa deram a nota de 4.1 para o próprio ofício e 56% acreditam que o campo da profissão deve melhorar.

7 – Designers de experiência de usuários (UED, user experience designer)

“A área é incrível, há muito para aprender e sempre tem um jeito de continuar avançando na minha carreira”, afirma um designer do LinkedIn. A nota para a profissão ficou no 4.2 e 60% botam fé de que o campo vai melhorar.

6 – Instrutor de academia

Com a nota 4.2, a profissão possibilita grande flexibilidade de horários, além de regalias como poder malhar de graça. 

5 – Analista de redes sociais

E você pensando que era estágio pra quem está na faculdade de comunicação... com nota 4.3 na pesquisa, o analista de redes sociais tem feito muito sucesso por aí. “Eu sinto que o trabalho que eu faço é muito importante. Além de poder me divertir bastante durante o trabalho, vejo que minha vida pessoal não é deixada para trás por causa do que faço”, disse um entrevistado que trabalha com marketing.

4 – Salva-vidas

É perigoso, muito importante para quem recebe a ajuda, mas não deixa de ser prazeroso. Em quarto lugar, a profissão recebeu a nota de 4.3. E 0% dos entrevistados acredita que seu trabalho pode piorar.

3 – Guia turístico

Esse terceiro lugar não é tão surpreendente...  afinal, conhecer lugares e pessoas do mundo inteiro enquanto trabalha? Dá para imaginar 'equilíbrio' melhor entre vida pessoal e profissional? A profissão recebeu a nota 4.3 na pesquisa.

2 – Especialista em SEO (pesquisas online)

Sim, isso mesmo. Especialistas em pesquisas otimizadas estão na segunda colocação, com nota de equilíbrio 4.3. 75% dos profissionais acreditam que podem crescer em seus empregos.

1 – Cientista de dados

A liderança com 4.4 é surpreendente, mas “além de serem muito bons no que fazem, a grande maioria tem prazer no trabalho”, garante um cientista entrevistado na pesquisa.
Via Mashable

Alguns motivos pelos quais você deveria se inspirar mais nos vilões


É claro que há valores a serem refutados. Mas, seja lá o que você almeja, comece a prestar atenção nesses queridos antagonistas da ficção. É lá que muitas lições de superação, planejamento e tomada de risco serão encontradas


Um bom vilão sabe reunir forças e enfrentar situações incomensuráveis

Eu sempre gostei de vilões. Eu sei, eles são malvados, têm cara de mau e te jogariam de um abismo se ganhassem algo com isso. Por outro lado, são eles que realmente querem alguma coisa. Arriscam o pescoço, movem mundos e recursos para atingir seus objetivos. Em inúmeros filmes, séries e livros, a tarefa do herói é simplesmente ser um contraponto a tudo isso.

Em uma cena famosa do seriado Breaking Bad, o personagem Walter White está se tratando de um câncer, quando outro paciente começa a reclamar de seu sentimento de falta de controle sobre a vida que a doença trouxe. "Falta de controle? Quem decide a minha vida sou eu”, diz ele, com aquela expressão impagável de um bom vilão que pensa: “todo mundo morre um dia, a doença é só mais uma coisa no caminho”.

Que dizer de vilões famosos como Darth Vader (que queria apenas derrubar o Imperador e governar a galáxia com seu filho) ou o chifrudo Loki (que resolve sozinho encarar os Vingadores, teoricamente o grupo mais poderoso de que se tem notícia)?

Um bom vilão sabe reunir forças e enfrentar situações incomensuráveis. Era de se pensar que, após tantos anos, ficassem cansados só de olhar para o "Duro de Matar” Bruce Willis ou qualquer coisa com o Schwarzenegger. Quem não se intimida com um Rambo armado até os dentes, um sujeito que, após levar dezoito buracos de bala no corpo, faz uma careta e continua pulando nos pescoços de seus inimigos? Não, robôs, alienígenas e terroristas internacionais continuam juntando forças sabe-se lá de onde, respirando fundo e partindo para cima desses heróis invencíveis.

Pare e pense nas histórias que chamam nossa atenção: um herói, das velhas histórias de cowboy aos anti-heróis mafiosos dos Sopranos e Game of Thrones, só é um bom herói se tem inimigos à altura. O que seria da torcida de Tyrion Lannister se seus inimigos fossem burros e fracos? (E nem me faça começar a falar de vilões mais cult, como os Daleks de Dr. Who ou Cylons de Battlestar Galactica).

Na verdade, até dá uma sensação de tédio quando vemos mocinhos super-poderosos massacrando um vilão qualquer só para ficar bem na foto. O Super-Homem, aquele almofadinha, é tão poderoso que até usa a cueca por cima das calças e sabe que ninguém vai mexer com ele. Convenhamos, é preciso muita coragem de um Lex Luthor para enfrentar um cara desses.

Nada é mais chato do que quando, no meio do filme, o mocinho estala os dedos e ganha um presente dos céus, adquire forças sobrenaturais ou consegue ajuda de um monte de amigos para salvar o dia. Muitos nem percebem, mas aquela sensação de “mais ou menos” com a qual saímos depois de ver uma situação assim é fruto dessa trapaceada que os escritores dão em favor de seus heróis favoritos.

É como no Papa-Léguas. O Coyote planeja, encomenda um monte de produtos e faz uma invenção fantástica para pegar o bicho, que simplesmente sai correndo e um piano cai em cima do pobre vilão. No começo, pode ser engraçado, depois de um tempo fica cansativo. Que o vilão perca, mas que seja uma boa luta.

A maioria dos vilões por aí pode até não ter sentimentos muito nobres. Alguns dos mais marcantes nos fazem entender seus motivos (o que falar do Magneto, vilão de X-Men, e sua missão de evitar que um novo holocausto ocorra?). Suas motivações, a paixão com que seguem seus objetivos e riscos que correm são dignos de admiração.

Voltando a Walter White, quando perguntado se está no negócio de ganhar dinheiro ou vender drogas, olha com desdém e reponde: estou no negócio de criar impérios. Se ao menos mais empreendedores tivessem tanta confiança no próprio taco… Conquistar o mundo, quando você olha pelas lentes dessas pessoas, não parece algo tão fora de propósito assim.

Seja lá o que você almeja, comece a prestar atenção nesses queridos antagonistas. É lá que muitas lições de superação, planejamento e tomada de risco serão encontradas.

Como diz a velha piada: venha para o lado negro, nós temos biscoitos!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Conheça as 18 melhores universidades do Brasil

Os EUA lideram o ranking mundial feito pela CWRU, com 221 instituições listadas entre as mil




O Center for World University Rankings, em tradução livre, Centro para Rankings Mundiais Universitários (CWUR), organização que realiza pesquisas comparativas entre instituições de ensino superior, divulgou sua lista das mil melhores universidades do mundo. Dentre elas, 18 são instituições brasileiras. As cinco primeiras no ranking mundial são três universidades dos EUA e duas do Reino Unido, sendo elas, respectivamente, Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (dos EUA) e as universidades de Cambridge e Oxford (do Reino Unido). A primeira instituição não norte-americana nem britânica é a Universidade de Kyoto, do Japão, 16ª na lista.
As instituições brasileiras que figuram no ranking estão localizadas, majoritariamente, nas regiões Sul e Sudeste do país.
Confira a lista abaixo:
Apenas três instituições da região Nordeste foram incluídas na lista, todas federais: a da Bahia, do Ceará e de Pernambuco. As outras instituições são todas das regiões Sul e Sudeste, com exceção da Universidade de Brasília. Somente o estado de São Paulo tem seis das 18 melhores brasileiras. Outras três estão no Rio de Janeiro. 

Critérios

A pesquisa analisa vários aspectos para estabelecer o ranking. No site da CWRU a metodologia utilizada é explicada em detalhes, mas, de forma resumida, pode-se dizer que os pontos principais que o estudo busca analisar são a qualidade da educação e treinamento oferecidos aos estudantes, o prestígio e notoriedade dos docentes no meio acadêmico (através do escrutínio de sua produção acadêmica e qualidade de pesquisas), além do nível de pesquisa e inovação de cada instituição, de forma generalizada.
A lista, em relação às Américas, é impressionante no que diz respeito à hegemonia absoluta dos Estados Unidos frente aos outros países, com 221 universidades listadas. O primeiro país a aparecer depois dos EUA e do Canadá é o Brasil, com a USP, que figura na posição 131, a melhor da América Latina.
Em relação aos Brics, o Brasil fica atrás de Rússia, China e África do Sul, na ordem de universidades. Em quantidade de instituições no ranking, porém, só perde para a China, que coloca 84 instituições na lista.
Para conferir a lista completa, acesse o site clicando aqui.

Você venderia seu rim? E por R$350 mil?

Ética, generosidade, honestidade e altruísmo são virtudes cada vez mais raras num mundo onde pessoas cobram para doar sangue e empresas pagam mendigos para guardar lugar em filas. É nessa sociedade que você quer viver?

RIM SEMINOVO - ÚNICO DONO • TRATAR AQUI • / ÓRGÃOS - AS PESQUISAS MOSTRAM QUE GENTE COM MUITO DINHEIRO SERIA PRIVILEGIADA NA BUSCA POR UM RECURSO ESCASSO — OS ÓRGÃOS ALHEIOS. ISSO TERIA UMA CONSEQUÊNCIA TERRÍVEL: LEVAR POBRES A SE MUTILAR PARA QUE PESSOAS COM CONTAS BANCÁRIAS MUITO POLPUDAS PUDESSEM SOBREVIVER. (FOTO: WILL & DENI MCINTYRE/GETTYIMAGES)

As melhores coisas da vida não são coisas”, estampava um muro grafitado perto de casa, alguns meses atrás. Pouco a pouco, a frase se espalhou por São Paulo. Fiquei pensando nas razões pelas quais alguém sente a necessidade de mostrar por aí uma frase tão óbvia. É claro que as melhores coisas da vida não são coisas, não é preciso ser hippie para apreciar o amor ou a amizade. Mas nem sempre o óbvio é tão óbvio assim. Viajei para escrever sobre as cidades que receberam a Copa. Não tinha um grande orçamento para atravessar o Brasil. Então arrisquei algo que não fazia desde a adolescência: pedi um quarto para estranhos. Pelo Facebook e Twitter, publiquei uma mensagem para amigos, amigos de amigos e estranhos em geral. Demorou pouquíssimo tempo para arrumar uma casa em Manaus. Foi sensacional. A generosidade e a hospitalidade das pessoas me fez lembrar o quanto algumas coisas na vida não podem ter preço.
A história me remeteu à minha infância. No bairro onde me criei, havia um ritual quando alguém ia erguer uma casa nova. Aos finais de semana, a pessoa chamava os amigos para ajudá-la a encher a laje. Ninguém cobrava nada, apesar do peso da massa de cal, dos sacos de cimento e das pedras. O anfitrião só tinha de oferecer um churrasco e reservar o dia para a confraternização. Era ofensivo pagar ou pedir pagamento por serviços. A vizinha tomava conta de mim e das minhas irmãs. Minha mãe emprestava o telefone para alguém falar com um parente distante. Às vezes aconteciam abusos de lado a lado, mas havia senso de cooperação e medida. Parece que faz muito tempo, mas isso foi no início dos anos 1990. De lá para cá, muita coisa mudou. Agora, é como se tudo tivesse um preço. Dificilmente alguém vai tomar conta do filho de alguém de graça, mesmo que tenha tempo.
Parece uma história muito particular, mas ela ajuda a contar um fenômeno que está ganhando força nos EUA e na Europa, e de maneira ainda difícil de mensurar no Brasil. É um processo no qual todas as relações sociais se transformam em mercadorias. Para Michael Sandel, filósofo e professor da Universidade Harvard, estamos caminhando para o que ele chama de sociedade de mercado. Nela, empresas pagam mendigos para guardar lugar na fila, pais oferecem dinheiro para que seus filhos tenham boas notas na escola, contrata-se uma empresa para pedir desculpas para uma pessoa ofendida, paga-se fortuna para um cambista por um ingresso da final da Copa e, em casos mais graves, votos e órgãos são vendidos (veja outros exemplos ao longo desta reportagem).
COMPRO E VENDO SANGUE UNIVERSAL TIPO O- / DOAÇÃO - NOS ESTADOS UNIDOS É POSSÍVEL COMPRAR E VENDER SANGUE. NO REINO UNIDO E NO BRASIL, NÃO. CURIOSAMENTE, O SISTEMA DE DOAÇÃO FUNCIONA MUITO MELHOR ENTRE OS BRITÂNICOS, ONDE RARAMENTE FALTA SANGUE NOS BANCOS ESPECIALIZADOS. (FOTO: JUPITERIMAGES)
O mercadismo
O problema é que transformar tudo em mercadoria tem, desculpem o trocadilho, um preço. “Quando o dinheiro toma um papel cada vez maior na política e na vida social, a democracia está em risco”, disse Sandel em entrevista a GALILEU. “Ela depende de importantes valores que não estão no mercado: espírito cívico, educação, investir em espaços públicos onde cidadãos de classes sociais diferentes se encontram.” Lá no bairro da minha infância, a vida comunitária praticamente desapareceu. A sensação de desconfiança das pessoas aumentou. Esse fenômeno vem se repetindo, em maior ou menor escala, em várias regiões do mundo. Nos EUA e na Europa, os dois grandes pilares do pensamento democrático, a crise é mais sentida. E isso acontece justamente porque foi ali que as mudanças que transformaram tudo em mercadoria tiveram início. 
O século 20 viu uma disputa feroz entre os adeptos de que o Estado era a melhor forma de organizar a sociedade contra os defensores de que o mercado seria mais eficiente. Era uma espécie de Fla-Flu radical, que terminou com a vitória do mercado. O historiador Tony Judt, no fabuloso livro Pós-Guerra – Uma história da Europa desde 1945, conta como os governos de Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher, no Reino Unido, mudaram o jogo. Dois grandes defensores do livre mercado, eles não apenas derrotaram as ditaduras comunistas como abriram caminho para uma era de mercadismo ensandecido. Os mercados financeiros foram desregulamentados, os impostos para grandes fortunas caíram e a ideia de que o mercado poderia resolver qualquer problema se instalou. O extremismo era tão grande que Thatcher gostava de dizer, por exemplo, que não existia sociedade, apenas indivíduos e famílias. Portanto, o Estado não devia se meter na vida de ninguém.
O problema desse pensamento, diz Judt, é simples: ele ignora que a sociedade existe, sim, e que as pessoas se movem não apenas por relações econômicas. Afinal, qual o benefício financeiro de ajudar alguém a encher uma laje ou oferecer um quarto que você poderia alugar para outras pessoas? A comunidade. A Europa foi capaz de sair da crise após a Segunda Guerra Mundial porque criou um modelo no qual as pessoas se viam partes de uma mesma sociedade, trabalhando em torno de um horizonte comum: reconstruir o continente e evitar uma nova guerra. Pense que a ideia de conciliar classes sociais com interesses distintos ganhou força neste contexto.
Democracia em risco
O extremismo de mercado é o equivalente ao extremismo de Estado. Numa sociedade em que dinheiro vale mais do que tudo e na qual tudo está à venda, então quem tem mais sempre terá mais poder. Ao longo do tempo, quanto mais poder elas têm, mais conseguem leis e regulamentações que as favorecem — mesmo que isso aconteça às custas das outras pessoas. Lawrence Summers, ex-reitor de Harvard e um dos principais economistas norte-americanos, é uma das pessoas que mais têm vocalizado essa tese — e ele está longe de ser um esquerdista radical. É um dos homens que mais advogou, ao longo dos anos 1990, pela desregulamentação dos mercados. Só que, tal como muitas pessoas da sua geração, percebeu que isso dá muito problema.
Num artigo para o jornal britânico Financial Times, um dos mais importantes do mundo, Summers conta que, nos EUA, a distância entre as crianças pobres e ricas, em termos de resultados educacionais, dobrou. As crianças mais ricas têm acesso a uma infinidade de coisas que as crianças mais pobres não têm. É como se elas tivessem ficado paradas nos anos 1970, enquanto as mais ricas avançaram para 2014. “Acabamos criando uma sociedade em que é muito difícil ascender socialmente”, afirma Summers. A exigência sobe, mas os meios para atendê-la não. Você trabalha sempre com as mesmas pessoas e conhece gente que sempre está no mesmo círculo social que você.
Estudo do Boston College sobre Riqueza e Filantropia, patrocinado pela Fundação Gates, mostrou que até os muito ricos sofrem nesse contexto. A pesquisa revelou que eles se sentem isolados socialmente. É como viver numa cidade provinciana, sempre com as mesmas pessoas, sempre com medo dos outros e sempre com medo do futuro. Qualquer coisa fora do normal pode se transformar numa ameaça. Basta ver o que aconteceu na época dos rolezinhos, no Brasil. Nunca houve um deles num dos shoppings das áreas nobres da cidade. Mas, por precaução, alguns reforçaram a segurança na porta. Eles não sabiam que a graça dos rolezinhos era ostentar — e não há como fazer isso num lugar em que as pessoas são muito mais ricas do que você. 
Todas essas evidências estavam colocadas aí faz um tempo, é verdade. Mas é preciso que alguém anuncie o problema, elabore, para que a gente tenha consciência dele, como defendia o filósofo Ludwig Wittgenstein. O debate sobre os limites do mercado deve muito a duas pessoas. Pelo lado ético e moral, a Sandel. Para ele, uma das armadilhas do pensamento contemporâneo é acreditar que o mercado resolve todos os problemas — e não apenas os do próprio mercado. “Há uma tendência de cada vez mais o discurso público ser governado pelo pensamento de mercado. Nas últimas três décadas, o mercado dominou muitos aspectos da vida social e esvaziou o debate sobre ética”, disse Sandel (leia a entrevista no final da matéria).
Veja o que aconteceu em Fortaleza, durante o jogo Brasil e México, na Copa do Mundo. Três torcedores ofereceram dinheiro a funcionários do Castelão, em Fortaleza, para entrar no estádio vestidos de vendedor de água. Pagaram, ao todo, R$ 1,5 mil. Está dentro da regra de mercado: havia o colete, a oferta, eles foram lá e pagaram o preço. Mais tarde, saíram dizendo que, enquanto o Brasil for um país de terceiro mundo, coisas assim vão continuar acontecendo. Eles mal pararam para pensar nas consequências das suas ações. Preferiram colocar a culpa no país — e não neles.  
Sandel vem alertando faz um tempo contra a tentação de ceder a uma única forma de organizar o mundo, ainda mais na sua versão radical. Passamos a tomar decisões não com base se elas são boas ou más, mas se são lucrativas ou não. Bem, alguém poderia dizer: mas onde estão as evidências de que isso está realmente acontecendo? É aí que entra outra pessoa que está mudando o planeta. O francês Thomas Piketty escreveu O Capital no Século 21 e provocou uma pequena revolução intelectual neste ano. Para Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de Economia, o trabalho de Piketty colocou, finalmente, a desigualdade social no topo dos assuntos mais comentados — e passou a ser discutido por economistas de todo o mundo.
O debate esquenta
Apesar da alusão óbvia a O Capital, o clássico e controverso livro de Karl Marx, que inspirou gerações de socialistas e comunistas, Piketty logo trata de levantar sua tabela de valores. Ele não acredita no comunismo e acha que o mercado é uma ótima forma de organizar uma série de relações sociais. Mas, da mesma forma como o Estado precisava ser limitado para não engolir as nossas vidas, o mercado também precisa. Piketty mostra, com uma série de dados sólidos, que a desigualdade chegou ao pico em 1929. Aí veio a Segunda Guerra Mundial, que mudou o mundo. Logo após o conflito, vários países decidiram implantar políticas sociais que, mais tarde, ficariam agrupadas sob o chapéu de Estado de Bem-Estar Social. A ideia era criar empregos qualificados e uma rede capaz de proteger os cidadãos. Apesar dos seus muitos limites, como a dificuldade em se financiar ao longo das décadas, esse modelo criou na Europa algumas das sociedades mais prósperas e desenvolvidas do mundo. Ele também deu uma pancada poderosa na desigualdade, uma vez que a diferença de renda entre as pessoas começou a cair drasticamente — até que vieram as reformas de Reagan e Thatcher. A renda voltou a se concentrar porque o crescimento dos rendimentos dos ricos começou a ser mais acelerado do que o aumento do PIB. Há evidências práticas disso. Segundo estudos recentes do governo britânico, ingleses ricos vivem, em média, cerca de 10 anos a mais do que seus conterrâneos mais pobres. Apesar de a expectativa de vida no país subir como um todo, ela subiu mais rápido entre os mais ricos, justamente as pessoas que têm como pagar por tratamentos que as outras não podem.
O DINHEIRO ESTÁ MINANDO A DEMOCRACIA
Não tem preço: O professor de Harvard Michael Sandel defende que amor, amizade, espírito cívico e solidariedade não podem ser comprados
texto • Tiago Mali
NÃO TEM PREÇO: O PROFESSOR DE HARVARD MICHAEL SANDEL DEFENDE QUE AMOR, AMIZADE, ESPÍRITO CÍVICO E SOLIDARIEDADE NÃO PODEM SER COMPRADOS (FOTO: FELIX CLAY/ GETTY IMAGES)
O senhor tem as aulas mais disputadas de Harvard e ficou tão popular que dá palestras em estádios. O que explica esse sucesso?
As pessoas estão sedentas por discutir grandes questões de filosofia relacionadas com a vida. Elas estão frustradas com as democracias pelo mundo, com a política, com os políticos e com os partidos. A razão para isso é que há um vazio no debate público. Hoje, ele não se volta às grandes questões, incluindo a ética e os valores morais — e as pessoas querem discutir ética e moral.
P: Por que há esse esvaziamento do discurso público?
Há duas razões. Há uma tendência de cada vez mais o discurso público ser governado pelo pensamento de mercado. Nas últimas três décadas, ele dominou muitos aspectos da vida social e esvaziou o debate sobre ética. Um dos apelos de adotar os valores de mercado é que eles parecem resolver todas as controvérsias envolvendo duas partes de uma maneira aparentemente neutra. Parece neutra, mas não é. É um erro assumir que os mercados podem definir uma sociedade justa ou o bem público. A segunda razão é que estamos relutantes em entrar em debates éticos em público porque vivemos em sociedades multiculturais e multiétnicas, onde as pessoas discordam sobre o significado de justiça.
P: É o que o senhor chama no livro de sociedade de mercado.
O efeito da adoção dos critérios de mercado em geral na sociedade é que passamos a vender coisas que não deveriam ser vendidas. Há empresas nos Estados Unidos que vendem furar a fila. Lobistas, em vez de esperar nas filas das sessões do Congresso, em Washington, pagam a empresas que contratam mendigos para guardar lugar. Por US$ 150 mil você pode comprar o direito a abater um rinoceronte ameaçado de extinção na África do Sul. Ou há crianças que, como estímulo para a leitura, recebem US$ 2 para cada obra lida. São muitos os exemplos de bens cuja venda é moralmente questionável que passaram a ser vendidos sem que a sociedade fizesse uma discussão disso.
P: Rousseau disse que “a partir do momento em que o serviço público deixa de ser a principal preocupação dos cidadãos, que preferem servir com o dinheiro e não mais com seu empenho pessoal, o Estado está perto de desmoronar”. Está perto mesmo?
Rousseau teve um insight que se aplica às democracias hoje. Não usaria a palavra desmoronar, mas quando o dinheiro toma um papel cada vez maior na política e na vida social em geral, a democracia está em risco. Ela depende de importantes valores que não estão no mercado: espírito cívico e educação.
P: O senhor cita outros exemplos de vendas moralmente discutíveis em suas palestras. Qual é o pior deles?
Um dos exemplos mais extremos é o da fundação de caridade que tenta resolver o problema dos bebês nascidos de mães dependentes de drogas oferecendo dinheiro para que elas sejam esterilizadas. É uma entidade privada usando um mecanismo de mercado para reduzir o número de bebês nascidos de mães dependentes. Mas os meios são problemáticos, moralmente falando. 
P: Quão perto estamos de viver numa plutocracia, sistema político onde o grupo mais rico exerce o poder?
Nas últimas três décadas nos aproximamos cada vez mais dessa condição. O que é surpreendente é que isso está acontecendo com quase nenhum debate público. No Iraque e no Afeganistão, por exemplo, havia mais soldados pagos por empresas privadas contratadas pelo governo do que militares que trabalham para os Estados Unidos. Em várias cidades brasileiras temos parques e praças descuidados enquanto são erguidos ricos condomínios com toda a infraestrutura de parques, espaços comuns e mais segurança. É disso que se trata a sociedade de mercado que falo. Ricos e pobres não se encontram mais. Nos últimos 30 anos, não fizemos investimentos públicos suficientes em espaços comuns que podem ser compartilhados, como transporte público, parques e escolas. 
P: As grandes companhias ocuparam esse espaço comum?
Quando governos optaram por ter presença menor e fazer menos investimentos em espaços públicos, isso resultou em serviços públicos falhos, em transporte público inadequado, em escolas, hospitais e segurança ruins. Essa falta de investimento abriu o caminho para a iniciativa privada, que passou a, compreensivelmente, fazer investimentos privados nisso. Isso contribui com a segregação.
P: E, de acordo com o seu livro, corrompe a democracia.
Sim, a democracia requer que pessoas de diferentes origens tenham certas experiências comuns. Como nos esportes, na Copa do Mundo. Mas não basta o esporte para a coesão social. Se não temos espaços públicos, não formamos identidades entre os cidadãos e a democracia é prejudicada.
P: O senhor diz que ainda há coisas que o dinheiro não compra. O quê?
Amor, amizade, espírito cívico, solidariedade. Essas coisas não podem ser compradas. Ainda assim o dinheiro chega cada vez mais perto de comprá-las.
P: Quão perto?
Há empresas especializadas em fazer discursos de padrinhos em casamentos. Eles passam detalhes dos noivos e a empresa escreve um discurso emotivo com detalhes pessoais para ser dito durante o tradicional brinde. Ou então empresas que você pode pagar para fazer pedidos de desculpas.
P: O afeto algum dia será comprado?
Sinceramente espero que não [risos].

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

8 hacks pra te ajudar a guardar dinheiro



Não importa o motivo pelo qual você resolveu guardar dinheiro: seja pra casar, pra viajar, pra estudar, pra comprar algo legal ou simplesmente porque você quer envelhecer com mais tranquilidade, todo mundo deveria guardar um pouquinho do que ganha. Economistas sugerem guardar 10% a 20% de tudo que você recebe pra ter uma aposentadora relax. E, no fundo, todo mundo desconfia que guardar qualquer dinheiro é uma boa ideia. Mas, na prática, o buraco é mais embaixo e muita gente tem dificuldade de reservar uns tostões no fim do mês.
O problema é que não gastar não depende só da nossa disciplina e boa vontade. O mundo ao nosso redor está repleto de armadilhas pra fazer nossa vontade de deixar o dinheiro embaixo do colchão ser substituída por um desejo irracional de compra por coisas. A publicidade e o marketing servem pra isso: pra driblar as observações racionais do seu cérebro sobre como você não precisa daquele espremedor de laranjas. Por exemplo: olha os truques psicológicos que esses profissionais usam pra fazer você gastar mais em restaurantes ou deixar uma parte maior do seu salário no supermercado.
Por isso, às vezes, é importante lutar com as mesmas armas e tentar enganar o cérebro. O Lifehacker preparou mindhacks que devem te ajudar a guardar um pouco do que você ganha. Esses truques fogem dos casuais "leve marmita em vez de comer fora" ou "use uma bicicleta em vez de um carro": eles são técnicas pra enganar seus impulsos de gastar (e por isso são chamados de mindhacks). Dá uma olhada:
8. A regra dos 30 dias
Você está passeando no shopping ou dando uma fuçada em lojas online e achou algo que quer comprar agora. Você tá meio sem grana, mas nossa cabeça arranja jeitos de contornar esse problema: "você parcela em 10 vezes", "só esse mês você gasta um pouquinho a mais, que mal tem?", entre outras coisas. Uma maneira boa de evitar compras por impulso é não comprar nada nesse tipo de situação antes de uma reflexão: se dê 30 dias para pensar sobre a aquisição. Se depois disso você ainda achar que aquilo é imprescindível na sua vida, ok, compre.
7. Faça uma lista de compras e não saia dela
Vá ao mercado com uma lista de compras. Nas primeiras vezes, você vai observar  que esqueceu de uma coisa ou outra que deveriam estar na lista. Mas lá pela quarta ou quinta vez, sua lista vai estar super precisa. Estipule um limite de gasto para itens fora da lista - e mantenha-se fiel a suas pequenas regras.
6. Imagine-se velhinho pra guardar dinheiro pra aposentadoria
Sabe aqueles apps que transformam sua foto atual na sua versão idosa? Baixe um deles. Estamos falando sério. Se você está tentando guardar dinheiro pra previdência privada ou algo assim, a maior dificuldade pode ser visualizar sua vida daqui 30 ou 40 anos: parece tão distante, né? Mas pesquisas mostram que se visualizar velhinho é uma maneira eficaz de guardar mais dinheiro pra aposentadoria.
5. Tenha uma foto do seu objetivo na sua carteira
O que você está tentando comprar... é um carro? Uma casa? Pagar a faculdade pros seus filhos? Faça o seguinte: coloque seu cartão de crédito em uma capinha plástica com a foto daquilo que você almeja, o motivo pelo qual você está economizando.
4. Masque chicletes e ouça música enquanto faz compras
As lojas usam cheiros e música pra te fazer comprar mais. O chiclete e o fone de ouvido são o antídoto pra esses truques da indústrias.
3. Transforme os preços em 'unidades de trabalho'
Quanto tempo você precisa trabalhar pra ganhar 10 reais? E 100 reais? Faça o cálculo. Agora, comece a converter o preço das coisas em unidades aproximadas de trabalho. "Uau, esse celular custa 15 dias" vai te dar uma perspectiva bem mais real sobre se você deveria ou não fazer uma compra.
2. Se comprometa a guardar um pouco agora, mais depois
Estudos mostram que você vai conseguir guardar mais dinheiro se guardar uma quantia agora e um pouco mais no mês que vem, e assim gradativamente, do que se tentar economizar tudo de uma vez. Claro que só funciona se você cumprir o plano.
1. Use truques para conter gastos por impulso
É muito mais fácil comprar por impulso nesses tempos em que nossos dados de cartão de crédito já estão inseridos nas nossas lojas preferidas na internet e em que a maioria de nós usa cartão no lugar de dinheiro. Mas algumas técnicas podem ajudar, tipo não deixar seus dados do cartão já registrados no seu perfil de lojas online e não usar sistemas tipo Paypal ou PagSeguro, treine-se para se perguntar, antes de comprar qualquer coisa, se caso alguém lhe oferece aquilo de graça, você não preferiria sua parte em dinheiro e use um cartão de crédito pré-pago para conter gastos impulsivos em momentos delicados (tipo quando você estiver bêbado no bar, um momento em que - todos sabemos - muita gente fica rica).

Para conquistar o Nordeste, Samsung anuncia Wesley Safadão como “embaixador”

Cantor representará a marca Giga Sound e participará de várias ações no Nordeste




A Samsung anunciou nesta segunda-feira (4) o cantor de forró Wesley Safadão como embaixador da linha de mini systems Giga Sound para a região Nordeste do Brasil. A escolha do cantor, segundo a marca, se deu pela grande repercussão que ele tem obtido na região.
 
Com o slogan “Giga Sound – sua festa com potência máxima”, a marca fará uma série de ações regionais, já iniciadas com o patrocínio do São João Caruaru 2014. Serão realizadas ativações em diversos canais, como rádio, mídias sociais, pontos de venda e um hotsite com uma promoção.
 
“O Nordeste passa a ser foco central da campanha de marketing da área de mini systems da Samsung, dada a importância desse mercado e seu público-alvo, conhecido por ser festivo e caloroso, ideal para agregar valor ao conceito da linha de potência máxima”, diz comunicado da Samsung.

“Além disso, as características locais foram agregadas aos produtos, que passam a ter ainda mais a cara da região, como uma equalização especial de ritmos como forró, samba, axé e tecnobrega”, complementa.

domingo, 3 de agosto de 2014

Pesquisa mostra que rabiscar pode ajudar a manter sua concentração

Não consegue parar de desenhar na reunião de trabalho? Talvez seja uma boa coisa



Novas pesquisas na neurociência mostram que desenhar e rabiscar durante momentos que requerem concentração podem ajudar no a manter o foco. Para o cérebro, uma página em branco pode ser um grande espaço criativo, possibilitando às pessoas maior evolução das ideias.
Sunni Brown, autora do livro “The Doodle Revolution” [A revolução do rabisco – em tradução livre], contou ao Wall Street Journal que “isso pode alterar a forma como processamos informações e resolvemos problemas; é uma ferramenta de pensamento”.

Segundo cientistas, esse tipo de ação pode ajudar o cérebro a continuar ativo em situações na qual estímulos externos estão ausentes. Por exemplo, em 2009, foi publicado um estudo na Applied Cognitive Psychology. Durante o experimento um grupo de pessoas deveria ouvir uma lista de nomes. Uma parte dos participantes podia desenhar enquanto ouvia e a outra metade deveria manter “atenção completa” nos nomes. Após responderem a um questionário relacionado à lista, notou-se que aqueles que desenharam acertaram 29% a mais do que os que estavam atentos somente à gravação.

Já em 2011, durante uma conferência em Estocolmo, um grupo de pessoas teve de divulgar nas redes sociais seus rabiscos usando canetas digitais e telefones com Bluetooth. O resultado mostrou que elas expressaram emoções mais complexas do que costumavam apresentar nos posts escritos.

Outro estudo, conduzidoo por Lisa Cowan, da Universidade da Califórnia, pediu para pessoas desenharem o que estavam sentido durante certos momentos de suas vidas, desde o nascimento de um filho até a pressão no trabalho. Para a autora, “as imagens falaram mais do que um texto ou uma foto, elas eram mais íntimas e pessoais”.

estudo realizado este ano por Gabriela Goldshmidt sugere que a produção de desenhos pode estimular ainda mais as ideias das pessoas. Esse tipo de ação conjunta consegue reunir vários fatores. Para a pesquisadora é possível “criar um diálogo entre a mente, a mão que segura o lápis e os olhos que enxergam o desenho”.