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sábado, 28 de junho de 2014

Hacker de partos

Como o mecânico de automóveis argentino Jorge Odón inventou um aparelho que pode salvar a vida de milhões de bebês e mães que morrem durante o nascimento —e, de quebra, revolucionar a história da medicina

CRIADOR E CRIATURA: JORGE ODÓN AO LADO DE UM PROTÓTIPO DO SEU APARELHO. "ACHARAM QUE EU TINHA ENLOUQUECIDO" (FOTO: ENRICO FANTONI)

Há oito anos, Jorge Odón almoçava com os funcionários da sua oficina mecânica em Banfield, pequena cidade da província de Buenos Aires, na Argentina, quando um deles propôs um desafio: tirar a rolha de dentro de uma garrafa de vinho vazia sem quebrá-la. À primeira vista, tratava-se de uma tarefa impossível. Admitindo a derrota, Odón observou maravilhado quando o desafiante colocou uma sacola plástica no interior da garrafa (deixando para fora a ponta com as alças), inclinou levemente o recipiente para que a rolha encostasse no plástico e começou a assoprar dentro da sacola. Um puxão nas alças e voilà: a rolha estava em sua mão.
Era apenas a ação combinada de dois princípios da física, mas para Odón, que não conhecia o truque, parecia mágica. Naquela noite, o mecânico de 60 anos e pai de cinco filhos acordou de sobressalto com uma ideia: o mesmo princípio poderia ser usado no parto de bebês. “Acontece bastante”, disse a GALILEU em seu escritório improvisado no sótão de sua pequena casa com jardim a uma hora do centro da cidade. “Acordo no meio da madrugada com a solução para um problema sobre o qual passei o dia pensando.” Foi assim que surgiu o OdónDevice, um aparelho que parece um desentupidor de pia com uma sacola plástica enrolada e que substitui o fórceps e a ventosa durante o parto. Mais do que isso, ele pode ajudar a evitar a morte de cinco milhões de recém-nascidos e 150 mil mães ao ano, segundo a Organização Mundial da Saúde.
No dia seguinte à epifania, Odón chamou o amigo e engenheiro Carlos Modena para almoçar. Após a refeição, colocou sobre a mesa alguns objetos, como uma faca, um saca-rolha, um garfo e uma sacola plástica com pão dentro, e repetiu o desafio da véspera. Uma boa meia hora passou antes de Modena dar-se por vencido. Triunfante, Odón repetiu o truque, explicou sua ideia e ofereceu-lhe sociedade. “Mas você é mecânico, o que sabe sobre partos e recém-nascidos?”, afirmou o amigo. Apesar do espanto, ofereceu-se para marcar uma consulta com um obstetra amigo da família. “Modena ficou sentado do outro lado da sala, como querendo mostrar que não tinha nada a ver com aquela loucura”, conta Odón aos risos. “Quando acabei a demonstração e o doutor disse que era uma ideia brilhante, ele já tinha trazido a cadeira mais para perto.” Com a aprovação de um médico, os dois sócios começaram a trabalhar no projeto na oficina de Odón, entre uma troca de freio e um ajuste de motor. Primeiro tentaram com uma jarra de vidro grande e um bonequinho. Depois, passaram a um útero de vidro, encomendado de um artesão, do qual tentavam retirar Luna — a boneca preferida de uma das filhas do inventor. Passavam horas fechados no banheiro. “Meus funcionários começaram a achar que eu tinha ficado louco”, diz Odón. Apesar de rudimentar, o protótipo parecia funcionar — e os dois saíram em busca de novos aliados na medicina.
Odón em ação: O aparelho é primeira grande inovação no ramo da obstetrícia nos últimos 400 anos (Foto: Enrico Fantoni)
 PEGADINHA
A primeira porta em que bateram foi a do Cemic, centro médico fundado em 1958 e vinculado à Universidade de Buenos Aires. Lá, Odón reencontrou um velho conhecido: o obstetra Javier Schvartzman, responsável pelo nascimento de sua filha Anna, há 13 anos. “Ele se lembrava do parto, que define como o mais complicado de sua carreira”, afirma o mecânico. “É no mínimo curioso que tenhamos voltado a nos encontrar para falar de um dispositivo que, se existisse na época, teria ajudado a tornar o processo menos traumático.”
Naquele dia 2 de fevereiro de 2001, o trabalho de parto da mulher de Odón havia iniciado normalmente — o rompimento da bolsa, a corrida até o hospital, as contrações. Mas logo alguma coisa deu errado, e a sala se encheu de médicos e enfermeiras com expressões preocupadas. O problema estava na posição da criança: Anna estava de costas, com o pescoço dobrado e os ombros presos no canal do parto. Como era tarde demais para virá-la, Schvartzman decidiu recorrer ao fórceps. Enquanto puxava a criança, duas enfermeiras deitavam sobre a barriga da mãe, fazendo pressão com seus corpos. O caos foi ampliado pela frase que o médico deixou escapar entre os dentes. “Ela não sai, não consigo tirá-la”, disse ele, antes de pedir às enfermeiras que preparassem uma cesariana. Quando finalmente deixaram Odón ver a filha, 15 minutos mais tarde, ele não ficou tranquilo — apesar do sorriso da enfermeira que repetia “está tudo bem, não se preocupe”. Na verdade, não estava: durante o difícil trabalho de parto Anna teve seu crânio fraturado pelo uso do fórceps. Só depois de muitas tomografias foi descartada a possibilidade de qualquer dano neurológico.
“Na primeira vez em que nos encontramos, achei que estava sendo alvo de alguma brincadeira ou pegadinha”, conta Schvartzman, que recebeu o mecânico em sua sala e ficou assistindo enquanto ele tirava a garrafa e um saco plástico de sua sacola, um ritual que repetia sempre que queria falar sobre a sua ideia. “Enquanto isso, eu me perguntava onde poderia estar a câmera e qual de meus colegas estaria envolvido.” Seu ceticismo era justificado: desde o século 18 nada de novo havia sido inventado no campo da obstetrícia. O fórceps, ainda usado em salas de parto no mundo todo, tem 400 anos de idade, e a ventosa é um pouco mais jovem. Em comum, os dois aparelhos costumam causar danos ao bebê. Por isso, era no mínimo improvável que um mecânico aparecesse com algo realmente revolucionário. Após o truque, Odón mostrou seu invento — e naquele ponto o obstetra teve de admitir que se tratava de algo que merecia a sua atenção. Ao lado de outro médico do Cemic, o doutor Hugo Krupitzki, os dois começaram a se reunir periodicamente para aperfeiçoar o dispositivo. As alterações feitas por Odón e Modena na oficina mecânica eram encaminhadas à avaliação dos dois médicos. Schvartzman, que logo se tornaria o principal pesquisador do OdónDevice, logo notou que não era necessário envolver todo o corpo do bebê, mas apenas a cabeça — ideia que mudou o rumo do empreendimento. Com o projeto caminhando a passos largos, era hora de fazer com que ele fosse conhecido também fora da Argentina.
«O OdónDevice pode reduzir drasticamente a incidência dos três principais fatores da morte materna durante o parto: a hemorragia pós-parto, as infecções de útero e o parto obstruído.Ele também diminui o risco do bebê contrair HIV»
MUITOS BENEFÍCIOS
A oportunidade veio num evento da Organização Mundial da Saúde em Buenos Aires. Mario Merialdi, médico italiano à frente da Equipe de Reprodução Humana, da OMS, estava na capital argentina e também recebeu com ceticismo o pedido dos médicos do Cemic para avaliar o OdónDevice.
Frente à insistência, ofereceu aos inventores 10 minutos do seu tempo para um bate-papo numa pequena sala de um hotel cinco estrelas. O encontro estendeu-se por quase duas horas. Merialdi tornou-se o principal apoiador da ideia, e logo pediu a Schvartzman e Krupitzki que trabalhassem para elaborar os protocolos necessários à aprovação do novo dispositivo pela OMS. A primeira missão era provar que ele não era prejudicial à criança ou à mãe. Para isso, Odón e seu time foram levados a Desmoines, nos Estados Unidos, onde uma máquina reproduz em detalhes todas as fases do parto, incluindo as possíveis complicações. O OdónDevice foi aprovado com louvor (veja como o aparelho funciona ao lado) e passou a ser testado em 30 mulheres na Argentina. O mecânico assistiu a todos os partos, fazendo alterações necessárias no aparelho, que será produzido a um custo de US$ 50 pela empresa norte-americana BD (Becton, Dickinson andCompany). O preço foi uma exigência de Odón para que o aparelho seja usado em países em desenvolvimento, que são aqueles que mais sofrem com os óbitos durante o parto.
A empolgação em torno do projeto tem uma explicação: a lista de benefícios trazidos pelo OdónDevice. O aparelho pode reduzir drasticamente a incidência dos três principais fatores de morte materna durante o processo de nascimento: a hemorragia pós-parto, as infecções de útero e o parto obstruído. Outro efeito positivo é o de limitar o contato do bebê com as mucosas do canal de parto, a principal causa de transmissão do vírus HIV ao recém-nascido. Isso significa condições de parto mais seguras para a mãe e o bebê, sobretudo nos países onde os medicamentos retrovirais não são tão acessíveis. Sem falar que ele pode reduzir o número de cesarianas, procedimento caro e usado sem critério pelos médicos em países em desenvolvimento, como o Brasil. Agora, os inventores se preparam para o início da segunda fase dos testes, que se estenderá até o final do ano. Escolhidos aleatoriamente, dois grupos de mulheres na primeira gestação serão objeto do estudo: o primeiro grupo terá seu parto realizado com os meios disponíveis hoje na medicina, enquanto o segundo grupo terá o OdónDevice aplicado sistematicamente.
Enquanto aguardam os resultados dos testes, a vida de todos os protagonistas desta história mudou drasticamente. Mario Merialdi, o médico da OMS que deu o apoio inicial ao projeto, deixou o cargo para trabalhar na Becton, Dickinson andCompany, supervisionando o desenvolvimento e produção do aparelho. Schvartzman e Krupitzki decidiram permanecer à frente do time de experimentos e são convidados para conferências e simpósios em todo o mundo. Nenhum dos dois tem participação nos lucros, mas isso não parece ser motivo de preocupação. “A ideia de ter contribuído para uma invenção que pode mudar a história da medicina não tem preço”, afirma Schvartzman. “Essa é a maior recompensa.” Mas quem passou pela mudança mais radical, claro, foi o agora ex-mecânico de Banfield, Jorge Odón. Ele vendeu a oficina ao filho e agora se dedica à sua invenção. Sua história foi parar na primeira página do jornal norte-americano The New York Times, e a revista Forbes acabou de colocar o OdónDevice entre as cinco invenções mais interessantes no mundo. Odón já não se sente um peixe fora d’água quando faz reuniões com médicos e cientistas de todo o mundo. “Percebi que ter a formação de mecânico é uma vantagem, somos inventores natos”, afirma ele. Depois de tantas visitas a salas de partos, o inventor está gestando outra ideia que, espera, repetirá o sucesso de sua primogênita. Mas, pelo menos por enquanto, prefere não falar sobre o assunto.
 (Foto: Feu/Editora globo)

terça-feira, 24 de junho de 2014

8 mentes criativas e seus hábitos estranhos

Entenda por que, às vezes, o necessário é realmente sair do comum para fazer sua mente funcionar


Salvador Dali, em 1939; O pintor costumava cochilar com uma chave em suas mãos, para que a queda do objeto causasse um ruído alto o bastante para acordá-lo


A capacidade de fazer algo diferente não é um dom guardado para um pequeno grupo. A criatividade pode vir de qualquer lugar, basta encontrar a melhor maneira de fazer seu cérebro funcionar para esse fim. Grandes mentes, que conseguiram se destacar por suas criações, foram capazes disso.
Grandes mentes criativas quase sempre têm métodos de trabalho estranhos. Seguir exatamente o que elas fazem não vai ajudar você a ser um gênio, mas vai lhe fazer perceber que às vezes o necessário é realmente sair do comum para fazer sua mente funcionar.
O site da FastCompany reuniu hábitos inusitados de 8 mentes criativas que fizeram sucesso. Confira abaixo:

Salvador Dali cochilava com uma chave nas mãos

Dali era um gênio até na hora de cochilar. Com uma chave na mão, sentado numa cadeira, ele deixava seu braço balançar sobre uma placa de metal. No momento em que o sono estivesse tomando conta dele, a chave cairia de sua mão, batendo na placa e produzindo um barulho alto o suficiente para despertá-lo. “Nem um segundo a mais é necessário para que sua mente e seu corpo estejam revigorados após a quantidade certa de repouso”, escreveu Dali. Utilizando da hypnagogia, estado entre estar acordado e dormindo, Dali era capaz de deixar sua mente mais solta e, assim, ter ideias.

Jay Z decora rimas

Em seu livro, Jay Z escreve que, na época em que vendia drogas nas ruas, não tinha tempo ou dinheiro suficiente para passar suas rimas para um caderno. “Então, eu criei um canto separado na minha mente onde eu as guardava”, disse o rapper. Até hoje ele “escreve” suas letras e cria seu ritmo na sua mente antes de gravar as músicas.

Dan Harmon desenha infográficos

Harmon, criador e escritor do seriado americano Community, da BBC, revelou que todas as histórias precisam passar por 8 passos para que sejam suficientemente boas. Cada trama, piada e temporada é criada a partir de um ciclo que ele criou assistindo a Duro de Matar, filme de ação popular dos anos 90:
1 - O personagem está em sua zona de conforto
2 - Ele quer alguma coisa
3 - Ele encontra uma situação com a qual não está acostumado
4 - Ele se adapta a ela
5 - Ele alcança o que quer
6 - Paga um grande preço por ter alcançado seu sonho
7 - Volta à situação a que estava acostumado
8 - Percebe mudanças em si mesmo

Trey Parker e Matt Stone deixam tudo para última hora

Trabalhar com um prazo apertado não é nada novo para ninguém, especialmente para pessoas criativas. Mas South Park é o único show animado que a produção inteira - como roteirização, animação, dublagem, edição de som e imagem e comunicação - é feita toda durante a semana em que o episódio vai ser transmitido.
Diferente de programas que planejam com meses de antecedência, os episódios de South Park são fechados horas antes de irem ao ar na televisão. Parker e Stone já revelaram - no documentário “6 Days to Air: The Making of South Park” (“6 Dias Para Ir Ao Ar: Fazendo South Park”) - que o pânico é uma grande parte do processo de criação, já que leva a ideias mais espontâneas.

Demóstenes discursava com pedras na boca e cortava seu próprio cabelo

De acordo com o historiador grego Plutarco, o famoso orador e político Demóstenes nem sempre foi bom em discursar e, na primeira vez em que discursou, tudo que conseguiu foi arrancar risadas do público (não, não era um stand-up!). Mas, após ser encorajado por um um amigo próximo, ele começou a praticar, falando com pedras na sua boca e treinando em uma sala subterrânea todos os dias. Lá, ele raspava um lado inteiro do seu cabelo, para evitar sair antes, com medo de virar alvo de piadas.

Igor Stravinsky ficava de cabeça para baixo

Igor Stravinsky, compositor russo-americano, mais notável por suas peças para balé, admitiu que todos os dias praticava um exercício ensinado a ele por um ginasta húngaro: ficar de cabeça para baixo. Mason Currey explica em seu livro, Rituais Diários, que Stravinsky fazia isso para limpar sua mente. Descobriu-se depois que realmente existem diversos benefícios gerados por períodos nessa posição, como o aumento da circulação e a detoxificação das glândulas adrenais.

Balzac bebia litros e litros de café

O escritor francês Balzac costumava recomendar uma forma “brutal” de beber café apenas para “homens com excesso de vigor”: beber café fortíssimo com o estômago vazio. Existem boatos de que Balzac bebia 50 copos de café por dia para estimular sua escrita, às vezes bebendo cerca de 2 a 3 copos ao mesmo tempo.

O inventor Yoshiro Nakamtsu quase se afoga (de propósito)

O inventor do disquete, e de outras 3 mil patentes registradas em seu nome, revelou que quanto mais perto da morte está, mais criativo fica. Ele já revelou também que afunda sua cabeça na água para ter novas ideias e completa: “Me mantenho embaixo d’água até ter meu momento de gênio, o que poderia acontecer apenas meio segundo antes de morrer”.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pílula para ereção utiliza design criativo em embalagens

Projeto ganhou o prêmio Gold Award CLIO pela criatividade no conceito da embalagem



Muitos são os casos de empresas que inovam misturando design e criatividade. De cartões de visitas à embalagens de produtos, como é o caso da nova embalagem para a pílula para ereção da Clavin.
Segundo a Comunicadores, a embalagem foi criada pela a agência Ogilvy Praga e o projeto ganhou o prêmio Gold Award CLIO pela criatividade no conceito da embalagem.
Você acha que a empresa foi criativa e transmitiu a mensagem certa sobre o seu produto? Deixe sua opinião nos comentários.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Garota de 8 anos cria empresa para combater escravidão infantil e arrecada R$ 350 mil

Aterrorizada após observar uma fotografia de jovens escravos, a menina decidiu fazer algo para mudar a situação, dando um exemplo de empreendedorismo e compaixão


ivienne Harr pode ter apenas 8 anos, mas sua compaixão pelo próximo fez de sua ideia um projeto de sucesso no combate à escravidão infantil. Aterrorizada após observar uma fotografia de dois jovens escravos trabalhando, a garotinha decidiu fazer algo para mudar aquela situação, dando um exemplo de empreendedorismo e humanidade.
Ela criou uma banca de limonada onde vendia a bebida por cerca de 2 euros cada. O resultado de vendas e arrecadações não foi o esperado, obrigando-a a mudar de tática. Com isso, ela retirou a placa com o valor da bebida, substituindo por outra onde pedia apenas que o cliente “pagasse apenas o que o coração mandasse", junto com o motivo da venda.
O resultado foi mais de 115 mil euros (cerca de 350 mil reais) arrecadados, valor que será utilizado para ajudar a libertar cerca de 500 crianças que trabalham sob escravidão em todo o mundo. Para dar continuidade ao projeto, ela lançou, com o apoio da sua família, o “Make a Stand”, objetivando arrecadar ainda mais dinheiro para ajudar outras crianças.
O projeto vende a limonada orgânica “Lemon-aid” e destina 5% do lucro para ONGs e parceiros que lutam pela causa. Com o negócio crescendo, o pai da garota, Eric Harr, pediu demissão do trabalho e passou a se dedicar integralmente à empresa criada pela filha. A empresa utiliza produtos orgânicos como ingredientes em seus sucos, além de dispor de informações como conservantes e todos os ingredientes descritos nos rótulos das embalagens. O projeto também divulga todos os valores envolvidos, dando total transparência sobre como o dinheiro levantado está sendo aplicado para a erradicação da escravidão infantil.
O projeto integra o B Corporation, organização criada para realizar acordos para um melhor impacto social, ambiental e financeiro. Vivienne Harr virou um símbolo através de seu esforço e dedicação, ganhando até um documentário, lançado recentemente, contando sua trajetória.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Futuro: preservativos de hidrogel prometem ser mais prazerosos

Os preservativos masculinos, também conhecidos apenas como camisinhas, talvez sejam o método contraceptivo mais conhecido em todo o mundo. No entanto, apesar de prevenir a gravidez indesejada e uma série de doenças sexualmente transmissíveis, nem todo mundo é a favor desse produto, alegando que ele diminui o prazer do sexo.

Com o objetivo de resolver esse problema, uma equipe de estudiosos da Universidade de Wollongong está trabalhando na concepção dos preservativos do futuro. De acordo com o que foi explicado por eles, essas camisinhas vão ser feitas com hidrogel, de modo que ela proporcione mais prazer aos envolvidos no ato sexual.

Protegendo de maneira mais satisfatória

Isso acontece pelo simples fato de que, em uma explicação breve, o hidrogel é composto predominantemente de água com algumas moléculas de polímeros. Com isso, esse material tem uma rigidez bastante semelhante com a da pele humana — algo que interfere menos no atrito e evita que você e outras pessoas considerem as camisinhas ruins.

Link do Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Bw12aTeIAsI


Sendo assim, a equipe liderada pelo Doutor Robert Gorkin espera que as pessoas sintam apenas a necessidade de utilizar os preservativos e passem a realmente querer utilizá-los. No entanto, o foco desse novo produto vai estar em locais com grande incidência de DSTs, como é o caso da África subsaariana e também do sudoeste da Ásia.
Um bom dinheiro nessa jogada...

No momento, os responsáveis pelo projeto ainda estão identificando uma composição de hidrogel que se encaixe nas necessidades da concepção de um preservativo. Quando isso acontecer, a próxima fase é a de testar a resistência dessa camisinha, assim como a sua permeabilidade e outras propriedades destes gêneros.

Além de tudo isso, vale a pena mencionar que essa pesquisa está sendo financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, já que a organização está oferecendo garantias para quem criar a próxima geração de preservativos. Caso o pessoal de Wollongong seja bem sucedido, eles devem receber US$ 1 milhão como prêmio (cerca de R$ 2,3 milhões).

terça-feira, 10 de junho de 2014

O carro do futuro vai flutuar sobre estradas?

A Toyota estaria investigando uma tecnologia que torna isso possível



Hiroyoshi Yoshiki, gerente executivo da Toyota, afirmou que a marca está investigando tecnologias para aumentar a eficiência de seus carros. Entre elas, estaria a possibilidade de criar um automóvel capaz de flutuar sobre estradas. A ideia é que, diminuindo a fricção entre as rodas e as estradas, com um carro planando, o combustível seja economizado. No entanto, Yoshiki se recusou a comentar em que pé andam os estudos e quando eles começaram a ser feitos.
A declaração vem na mesma época em que o Google revelou o seu protótipo de carro autônomo - capaz de dirigir sozinho e com lugar para duas pessoas, o modelo não teria nem volante. 

Garoto de 15 anos cria palmilha geradora de energia elétrica

O filipino Angelo Casimiro inventou um dispositivo que, quando acoplado a um tênis, pode carregar smartwatches e até celulares
TÊNIS INTELIGENTE: ENQUANTO VOCÊ ANDA, ELE PRODUZ ELETRICIDADE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

ocê está na rua, a bateria do seu smartphone acabou e não tem uma tomada por perto para carregá-lo? Isso não é um problema se você possui o dispositivo inventado por Angelo Casimiro, um filipino de apenas 15 anos que criou uma palmilha geradora de energia elétrica.
Produz a energia necessária para carregar dispositivos pequenos com entrada USB
Trata-se de uma espécie de calçado inteligente. Ele produz a energia necessária para carregar dispositivos pequenos que tenham uma entrada USB. O aparelho é composto de materiais piezoelétricos — ou seja, capazes de gerar tensão elétrica como resposta a uma pressão mecânica.
Angelo descobriu que a invenção poderia carregar completamente uma bateria de íons de lítio pequena (400mAh) correndo por oito horas seguidas. O garoto disponibilizou um passo a passo de como fazer com que um tênis gere eletricidade no Instructables. Ele inscreveu a ideia na Google Science Fair 2014:

domingo, 8 de junho de 2014

Confira alguns anúncios publicitários sociais criativos e chocantes

A publicidade de sucesso tem o poder de fazer com que as pessoas parem e prestem atenção em determinado tipo de mensagem quando outras informações ao nosso redor também disputam um pouco de atenção. O mais interessante é quando mensagens sociais conseguem atingir esse objetivo, além de fazer as pessoas pensarem e reverem os seus conceitos.
Por mais chocantes ou desagradáveis que alguns anúncios publicitários possam ser, talvez eles sejam necessários para despertar o real interesse do público sobre determinado tipo de assunto. E é isso que mostramos nas imagens abaixo. Todas as propagandas exibidas estão em inglês, porém nós traduzimos os seus textos – apesar de eles nem sempre combinarem tão bem quanto no idioma original. Confira:

1 – Uso o cinto de segurança, fique vivo

2 – Não fale no celular enquanto ele dirige

3 – Predadores sexuais podem estar no celular dos seus filhos

4 – Sacolas plásticas matam

5 – Viu o quanto é fácil alimentar os esfomeados?

6 – Fumar causa envelhecimento precoce

7 – Por favor, não perca o controle do quanto você bebe

8 – O que vai sempre volta

10 dicas que vão ajudar você a se tornar milionário antes dos 30

Evite esquemas de enriquecimento rápido, seja ético e o mais importante: nunca desista


Quem diz que existe uma receita para se tornar um milionário é chamado, muitas vezes, de lunático e quase sempre de mentiroso. Todavia, o colaborador do site Entrepreneur Grant Cardone garante que existe um passo a passo a ser seguido por quem quer juntar mais de um milhão antes dos 30 anos. De acordo com o autor, tudo que ele tinha aos 21 anos era uma dívida universitária. Quando chegou na casa dos 30, conseguiu realizar o sonho de 11 a cada 10 empreendedores: tornar-se um milionário.
Veja os 10 passos seguidos por Grant Cardone que, segundo ele, são capazes de tornar qualquer pessoa milionária. Será? Não custa tentar:  
1. Siga o dinheiro
O primeiro passo para chegar ao status de milionário é forcar-se em aumentar sua renda e fazer isso repetidamente. "Meu salário era de US$ 3 mil por mês e nove anos mais tarde esse número cresceu para US$ 20 mil. Se começar a perseguir o dinheiro, você será forçado a controlar suas receitas e a enxergar oportunidades", diz.
2. Não se gabe
"Não comprei o meu primeiro relógio ou carro de luxo até que meus negócios e investimentos estivessem produzindo vários fluxos seguros de renda", argumenta Cardone. Você deve ser conhecido pela sua ética de trabalho e não pelos acessórios que compra.
3. Guarde para investir, não guarde por guardar
"A única razão para juntar dinheiro é para investir", diz. Você deve depositar suas economias em contas em que você não possa acessar para nada, nem em caso de emergência - isso vai obrigá-lo a seguir a primeira dica. Segundo Cardone, em algumas épocas, fica apertado porque, segundo ele, toda sua renda excedente é aplicada em fundos de investimento inacessíveis.
4. Evite dívidas que não lhe acrescentam nada 
Deve ser uma regra: nunca faça uma dívida na qual você não veja lucro. As pessoas ricas fazem dívidas para alavancar os investimentos e engordar o fluxo de caixa, enquanto as pobres se endividam para comprar coisas e enriquecer ainda mais os ricos. "Pedi dinheiro emprestado apenas para um carro, porque sabia que isso poderia aumentar meu rendimento, ajudando no trabalho", afirma.
5. Trate o dinheiro como um grande amor
"Se você quer enriquecer e continuar abastado, precisa fazer disso uma prioridade. Trate suas finanças com devoção, como um namorado apaixonado. O dinheiro age com reciprocidade, se você ignorá-lo, ele vai ignorar você."
6. O dinheiro não dorme
"Dinheiro desconhece a existência de relógios, compromissos ou feriados, por isso, não queira ser o mais inteligente ou o mais sortudo, apenas tente produzir mais do que todo mundo."
7. Elimine qualquer ideia de que ser pobre é OK
"Eu já fui pobre e é uma porcaria. Já tive o suficiente e é praticamente tão ruim quanto [ser pobre]", revela Cardoni. Elimine qualquer ideia de que ser pobre é OK. Como já disse Bill Gates: "Não é um erro nascer pobre, mas se você morre pobre, o erro foi seu".
8. Arrume um mentor milionário
A maioria das pessoas nasce em um meio pobre ou classe média e é educada dentro das limitações desses grupos. Cardone estudou os milionários para reproduzir o que eles fazem. Faça como ele e escolha um mentor milionário para analisar suas ações (e imitá-las).
9. Faça seu dinheiro realizar o trabalho pesado
Investir, que, para Cardoni, "é o Santo Graal em se tornar um milionário", é a chave - e o motivo - das etapas anteriores. Seu dinheiro deve trabalhar e fazer o trabalho pesado no seu lugar. "A segunda empresa que comecei exigia um investimento de US$ 50 mil. Essa empresa me pagou de volta os US$ 50 mil todo mês nos últimos 10 anos", campartilha o executivo.
10. Mire em 10 milhões
Para Cardoni, o único grande erro financeiro que cometeu foi não pensar grande o suficiente. Por isso, ele encoraja todos a desejarem mais de US$ 1 milhão: "Não há falta de dinheiro no planeta, apenas uma escassez de pessoas que pensam grande o suficiente".
Evite esquemas de enriquecimento rápido, seja ético e nunca desista. Uma vez que você fizer isso, esteja disposto a ajudar os outros a vencerem também. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Facebook pensa em autorizar usuários menores de 13 anos

O site testa, desde 2012, maneiras de associar contas de crianças aos perfis de seus pais, para que assim eles possam aprovar o uso de determinados serviços na rede social


O Facebook proíbe o cadastro de usuários menores de 13 anos em seu sistema, mesmo que isso não seja o suficiente para afastar os usuários de tal faixa etária do site. Essa regra é facilmente burlada no momento do preenchimento da data do nascimento no novo usuário. Aproveitando-se disso, a rede social pretende criar um mecanismo para aceitar legalmente esses jovens em sua plataforma.
Semana passada, um pedido de patente arquivado em novembro de 2012 mostrou que o Facebook elaborou um sistema que permitiria aos pais supervisionar as contas dos filhos no site. O sistema obedece às regras da Lei Infantil de Proteção e Privacidade Online, criada para dar proteção aos menores que utilizam a internet.
A regulamentação determina, por exemplo, quais sites e aplicativos podem coletar dados de crianças menores de 13 anos, desde que tenha o consentimento dos pais do usuário menor de idade.
O site testa, desde 2012, maneiras de associar contas de crianças aos perfis de seus pais, para que assim eles possam aprovar o uso de determinados serviços como a inclusão de aplicativos e aceitação de novas amizades.
A Consumer Reports realizou uma pesquisa onde estimamou que 5,5 milhões de crianças tinham um perfil no Facebook em 2012. O Facebook disse que o pedido de patente não aponta que a companhia focará seu negócio no público infanto-juvenil.
“Defensores de segurança infantil, políticos e empresas tem discutido sobre as melhores maneiras de ajudar os pais a manterem as crianças em um ambiente online seguro. Como qualquer outra companhia responsável, nós buscamos maneiras de resolver essa questão, mas um pedido de patente baseado em uma pesquisa de dois anos atrás não indica a realização de trabalhos futuros nessa área”, disse uma porta-voz do Facebook.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Google quer tornar o uso de smartphones no carro mais seguro

Em vez de olhar para baixo e tocar na tela para abrir um mapa ou atender uma ligação, você só precisará falar mais alto
SMARTPHONE AO VOLANTE DEIXARÁ DE SER PERIGO CONSTANTE? (FOTO: AFP)

O“Projeto KITT” é o codinome que a empresa deu a um novo recurso que elimina a necessidade de tocar ou até de olhar para o smartphone quando se está ao volante. Em vez de olhar para baixo e tocar na tela para abrir um mapa ou atender uma ligação, você só precisará falar mais alto e o telefone responderá. Isso colocará o aparelho em ação, e ele também lhe explicará tudo o que está fazendo.
De acordo com o Android Police, o recurso é a resposta do Google para o sistema Siri Eyes Free da Apple, e poderá ser revelado neste mês na conferência Google I/O. Por ser algo desenvolvido pelo maior serviço de buscas da internet, será tão eficiente em buscas seguras quanto em mensagens.
Portanto, para assegurar que o motorista se concentre na pista, mesmo se estiver desesperado para saber quem foi o último francês vencedor de Roland Garros, por exemplo, bastará apenas perguntar e o telefone responderá “Yannick Noah in 1983”. Não será necessário olhar a lista de resultados na tela do telefone.
Da mesma forma, de acordo com fontes do Android Police, essa voz de confiança irá repassar com o usuário cada etapa do processo, como mandar mensagem e a ler a resposta.
Para usar o recurso, o motorista só precisará do aplicativo contextual Google Now,conectar o telefone ao soquete 12 V do carro e ter um fone de ouvido Bluetooth, ou autofalante de carro integrado com Bluetooth.
O Siri Eyes da Apple permite aos usuários ativar seus aparelhos e alguns de seus aplicativos apenas por comandos de voz. No entanto, um botão apropriado encaixado no painel do carro é necessário para acessar o recurso. Demonstrado pela primeira vez em 2012, foi melhorado, dando origem ao que se chama hoje de Apple Car Play.
Anunciado neste ano no salão de automóveis de Genebra, o Apple Car Play permite que a tela de um iPhone seja exibida no painel do carro, para que ligações, mensagens, navegação e música possam ser controlados com segurança ao dirigir.
O Google também está trabalhando em um sistema similar chamado Android in the Car, mas este ainda não foi demonstrado em público.

sábado, 31 de maio de 2014

Como construir (e usar) garras como as do Wolverine


Onovo filme dos X-Men vem aí - e um fã resolveu criar sua versão das garras do Wolverine. Mas não espere uma arma de papelão grudada na mão do cara: ele criou uma garra automatizada que, através da pressão do ar, aparece ou se retrai de forma tão natural quanto a do mutante.
Confira o vídeo: 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Casa do futuro: projeto do MIT triplica o espaço de cômodos

Bloco modular criado pelo instituto dá diversas funções para o mesmo ambiente
TODOS OS CÔMODOS DA SUA CASA EM UM SÓ LUGAR (FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE)

ua casa já não tem muitos móveis, mas você sente como se não coubesse mais nada? Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) parecem ter encontrado a solução para o problema. E ela não envolve você tendo de mudar de casa.
Os responsáveis pela ideia querem levar o CityHome para o mercado
Os acadêmicos criaram um bloco modular móvel e transformável. Funciona assim: baseando-se nos movimentos do dono da casa, os módulos vão ganhando forma. Você pode em um momento estar no seu quarto dormindo e, em outro, no escritório resolvendo assuntos de trabalho.
O usuário ainda tem a chance arrastar o móvel inteligente, transformá-lo em uma discoteca ou mesmo em uma simples cozinha. Os responsáveis pela ideia querem levar o CityHome para o mercado e fazer com que ele melhore a vida das pessoas.
Veja o móvel em ação:
Tudo isso aplicado a um espaço com 20 m². Mas o projeto também foi desenvolvido para suportar ambientes maiores:

Google apresenta protótipo de veículo autônomo

"Basta apertar um botão e ele leva o passageiro a qualquer lugar", afirma a empresa - veja vídeo

Você já ouviu falar dos carros autônomos do Google - veículos que, com um conjunto de tecnologias, poderiam dirigir sozinhos, sem a interferência de um motorista. Até o momento, a gigante da internet havia apresentado apenas veículos de outras marcas já modificados. Mas, agora, eles revelaram um vídeo que mostra um carro construído pela própria empresa.
De acordo com a declaração oficial do Google, um dos principais diferenciais do design do carro é segurança - os sensores "removem" pontos cegos e detectam objetos a uma distância equivalente a mais de dois campos de futebol. A velocidade dos primeiros carros é pouco superior a 40km/h e há espaço para dois passageiros, além de um pequeno compartimento de bagagens.
E aí, o que você achou?

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Estradas pavimentadas com painéis solares podem ser usadas no futuro

Projeto que promete geração de energia sustentável e menos poluição arrecadou 1 milhão de dólares em campanha de financiamento coletivo

casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver - e aplicar - uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.
Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar - que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas - desde faixas de pedestres até sinais de "pare".
A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.
Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano - e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.

domingo, 25 de maio de 2014

Palcohol, o álcool em pó, chega no fim do ano

A novidade deve aparecer primeiro nos bares dos Estados Unidos
EM BREVE, SEU MOJITO PODERÁ SER FEITO A PARTIR DE UMA MISTURA EM PÓ (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Muito em breve, quando você quiser tomar um drink, talvez o barman te entregue um copo de água e um sachê cheio de pó. Nos EUA, o governo está em vias de aprovar a produção e venda de Palcohol, que nada mais é do que alcool em pó.
O Palcohol será produzido, inicialmente, em 6 sabores: V, feito a partir de Vodka, R, que equivale ao Rum, Cosmopolitan, Mojito, Powderita - a Margarita e Lemon Drop. Todas elas equivalem a um shot de bebida, que pode ser misturada a água ou até mesmo a refrigerante ou suco (pra fazer Rum com Coca-Cola, por exemplo). Um pacotinho tem cerca de 80 calorias distribuídas em 30 gramas de pó, que devem ser misturados a 150 ml de água para virarem um drink.
As versões em pó dos drinks foram criadas pelo empresário Mark Phillips, autor do livroSwallow This - The Progressive Approach To Wine, e de acordo com ele, foram inspiradas pela vontade de tomar um drink em situações em que uma garrafa não é a melhor opção de transporte. Cada pacotinho das versões de drinks tem álcool em pó, flavorizantes naturais e açúcar pra adoça. As versões de vodka e rum, mais simples, podem inclusive ser usadas para cozinhar - o site fala em usar o V como parte do tempero de uma salada, por exemplo.
Para evitar ideias idiotas como a de aspirar os pó dos saquinhos, o site oficial explica que adicionou volume ao pó propositalmente, para que os efeitos de aspirar o Palcohol sejam bem mais fracos que beber e isso desencoraje usos indevidos dos drinks em pó.
O processo de produção - que transforma álcool de líquido a pó - é um dos segredos mais bem guardados da empreitada, e a fórmula está sendo patenteada.
De acordo com o site oficial da marca, o produto já foi aprovado, mas há uma discrepância nas embalagens, que terão que ser reformuladas antes da aprovação. Os criadores esperam colocar o Palcohol no mercado no fim desse ano.

sábado, 24 de maio de 2014

A reinvenção da camisinha

Com nanopartículas, de colágeno de boi ou para serem colocados num segundo. Conheça os 11 preservativos que disputam em maio um prêmio de US$ 1 milhão e podem mudar para sempre a forma como fazemos sexo seguro.

De longe, é o método mais eficaz para prevenir doenças transmitidas durante o sexo. A camisinha funciona em até 95% dos casos e ainda é a maior arma contra a propagação da Aids. Só que está longe de cair nas graças dos homens. “Cerca de 95% relutam em usá-la. Se a transformarmos em objeto do desejo, estimularíamos a adesão”, diz Stephen Ward, da Fundação Bill e Melinda Gates. É com esse objetivo que a fundação entregará em maio um prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor de um concurso para reinventar a camisinha.

De 812 equipes inscritas, restam 11 finalistas, que já ganharam uma bolsa no valor de US$ 100 mil. Todos miram as principais reclamações sobre os preservativos: são difíceis de colocar, reduzem o prazer sexual ou podem provocar perda de ereção. Por trás dessas justificativas (ou desculpas), apenas 43% dos brasileiros declaram ter o hábito de usar camisinha, por exemplo. Para mudar esse cenário, cientistas propõem preservativos ultrarresistentes, com tamanho único, que podem ser colocados em apenas um segundo e com substâncias que imitam as mucosas. Entenda a seguir quais são as estratégias dos finalistas.



Usado nos projetos de dois dos finalistas, o grafeno é cem vezes mais forte do que o aço e tão fino que um fio de cabelo tem 100 mil vezes a sua espessura. "O látex funciona como isolante, já o grafeno conduz mais calor que o cobre", diz o pesquisador LakshminarayananRagupathy, da HLL Lifecare. Seu grupo pretende incorporar o material ao látex e reduzir a espessura das camisinhas de 0,07 mm para 0,04 mm, permitindo uma sensação mais próxima à do sexo sem preservativo. O problema é o valor alto do grafeno. “O custo tende a cair quando a demanda aumentar”, diz AravindVijayaraghavan, integrante do outro grupo finalista, de Manchester.








O protótipo do pesquisador Ron Frezieres ainda não foi aprovado, mas já ganhou um apelido curioso: “camisinha wrap”. O conceito lembra um sanduíche: o objetivo é embrulhar o pênis com uma fina camada de polietileno, material resistente e ultrafino, como se fosse a massa do pão que enrola os ingredientes. Ao contrário do látex, que causa desconforto em 1% das pessoas, o polietileno é hipoalergênico.


















O pesquisador Benjamin Strutt desenvolve um modelo com ajuste universal que se adapta a qualquer pênis. O preservativo deve apertar suavemente durante a relação e aumentar a sensação de prazer. Outro finalista, da Universidade do Oregon, persegue o tamanho único com um tipo de poliuretano que reage ao calor do corpo e se adapta. “A camisinha encolhe até chegar ao tamanho ideal”, explica o professor Richard Chartoff.















“Alguns se queixam da sensação de corpo estranho. Por isso, criei um modelo que reduz o atrito entre pele e camisinha”, afirma Karen Buch. A pesquisadora tenta criar uma camisinha durável e resistente com revestimento de nanopartículas que se transformam numa espécie de lubrificante em contato com a água. Além de reduzir o atrito, elas evitariam o rompimento do preservativo e, ainda, impediriam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e Aids.















O professor Patrick Kiser tenta sintetizar um novo material polimérico idêntico ou, pelo menos, similar ao tecido da mucosa, membrana que reveste vários órgãos do corpo humano, como boca, pênis e vagina, e que só se mantém úmida graças à secreção viscosa (muco). Um dos objetivos é conferir maior sensibilidade ao usuário.


















Uma borracha que não rasga, fura ou deforma. O pesquisador Jimmy Mays desenvolve o conceito de superelastômero, um polímero que pode ser esticado mais do que qualquer outro material já usado em preservativos. Além de produzir camisinhas mais finas e resistentes, Mays pretende baratear o custo e, assim, torná-las acessíveis à população mais carente.

BREVE HISTÓRIA DA CAMISINHA
Já usamos carapaças de tartaruga, excrementos de crocodilo e tripas de cabra como preservativos


• 1850 a 1000 a.C.>Segundo o papiro de Petri, considerado o primeiro receituário médico, uma estranha mistura de mel com excremento de crocodilo era colocada na vagina para evitar a gravidez.

• 1350 a 1200 a.C.>Homens egípcios usavam um envoltório no pênis. Era feito de tripas de animais, como vesícula de cabra ou intestino de carneiro, muito semelhantes aos modelos atuais.

• 1564>Professor da Univ. de Pádua, o italiano Gabrielle Fallopio indicava o uso de uma carapuça de linho embebida em ervas para evitar a transmissão de doenças venéreas.

• 1649>O médico inglês Dr. Condom (daí o nome em inglês) criou um modelo feito do intestino de animais, como ovelha e cabra, para evitar que o rei Carlos II tivesse mais filhos ilegítimos.

• 1870>As primeiras camisinhas feitas de borracha eram grossas, duras e muito desconfortáveis. Por também serem caras, os homens costumavam lavá-las e usá-las por repetidas vezes. 

• 1900>Alguns dos primeiros modelos vieram da Ásia. Os chineses usavam versões de papel de seda untado com óleo e os japoneses, camisinhas feitas com carapaça de tartaruga.

• 1919>Frederick Killian deu início à produção com látex. Com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, as camisinhas tornaram-se mais finas, resistentes e elásticas.

• 1994>EUA lançam a 1ª camisinha de poliuretano. Tem a mesma espessura da de látex, mas conduz melhor o calor e provoca menos alergia. Surgem os modelos coloridos.