Todos nós, intencionalmente ou não, escolhemos nossa foto de perfil - seja no Facebook, no Twitter ou no Tinder - para transmitir conceitos subjetivos. Nossa foto de perfil não representa a gente, mas representa o que achamos que o mundo pode enxergar em nós de mais importante. E todos, nesses tempos, temos primeiras impressões baseadas em fotos de perfil.
O problema é que a maioria das impressões que a gente forma baseado nas fotos de perfil estão erradas. O psicólogo Alexander Todorov, da Universidade de Princeton, é o autor de um estudo das dinâmica de personalidade por trás das primeiras impressões. Sua análise, publicada na revista Psychological Science, mostrou que pequenas variações nas fotos de perfil podem mudar nossa opinião sobre a personalidade de alguém, por exemplo.
Participantes avaliaram critérios como atração, competência, criatividade, extroversão, maldade, confiança e inteligência, baseados apenas em fotos de perfis que tinham iluminação semelhante e pequenas variações na expressão facial. Outra parte do estudo pediu para participantes avaliarem imagens em contextos diferentes.
Os cientistas notaram que as impressões variam muito de acordo com o contexto da foto e as expressões faciais, ou seja, somos péssimos avaliadores de personalidade quando usamos uma foto de perfil como referência. Coisas como o fundo da foto, nossa cara nela, a roupa e o cabelo podem mudar completamente o que pensamos da personalidade alheia. E acho que, no fundo, todo mundo sabe disso: todo mundo tem um cuidado especial na hora de escolher a foto de perfil. Deve ser por iso.
Bloqueadores de inutilidades, otimizadores de tempo, ferramentas para evitar rastreamento: os apps essenciais para a qualidade de vida online
Obrowser mais popular no Brasil é o Chrome. Quase 65% dos usuários da rede no país navegam pela internet usando o navegador do Google, de acordo com um infográfico do StatCounter de julho desse ano. E apesar de ter sido o Firefox o navegador a inaugurar a possibilidade de instalar extensões para modificar a experiência de navegação, o Chrome hoje tem mais de 50 mil extensões disponíveis. Ou seja: uma curadoria desses aplicativos não é frescura, é uma necessidade.
Pensando nisso, separamos extensões que vão tornar sua vida mais fácil e simples. Algumas resolvem problemas que você não aguenta mais contornar, e outras trazem soluções pra coisas que você nem sabia que eram um problema. Dá uma olhada:
Essa tem uma função útil e simples. Ela sincroniza abas em computadores diferentes. Sabe quando, no trabalho, você acaba recebendo um monte de links que gostaria de ler ou assistir depois em casa? Eu costumava enviar um e-mail pra mim mesma com esses links, pra que eu pudesse abri-los em casa mais tarde. Com essa extensão, as abas que você deixar aberta são sincronizadas em todas as suas sessões do Chrome. Não se esqueça, obviamente, de instalá-la m todos os navegadores que você usa.
O principal first world problem do ser-humano moderno: como lembrar de todas as suas senhas? Especialmente se você segue a risca as dicas dos especialistas em segurança, que mandam nunca repetir uma senha e usar letras e números na composição da sua palavra secreta, ou você mantém isso anotado em algum lugar - e você nunca vai se perdoar se alguém entrar nos seus perfis porque achou a anotação - ou então usa um gerenciador de senhas como esse. Você vai precisar memorizar apenas uma senha (escolha uma bem difícil, portanto), e o LastPass faz o resto por você, preenchendo automaticamente os campos com as senhas nos serviços que você usa.
Essa é mais cabeluda pra configurar, mas é pros puristas. Quando o GMail, o Facebook ou qualquer outro serviço ou site que você visita muda de layout, tira as coisas do lugar e bota outras, não é mais o fim do mundo - graças ao Minimalist for everything, que permite que você personalize os layouts das páginas que usa. Você pode tirar barras, menus, reorganizá-los como quiser e limpar mesmo o visual de um site do jeito que achar melhor.
Se você é como eu, é impossível viver sem a Social Fixer especialmente de quarta à noite e terça de manhã. O Social Fixer bloqueia palavras chave que você define do seu Facebook. Ou seja: se você, como eu, se importa muito pouco com futebol, você pode usar essa extensão para eliminar da sua timeline todas as manifestações referentes à partida da ocasião. Difícil é viver em 2013 sem uma extensão assim.
Essa é a extensão fundamental, a única que importa, aquela sem a qual esse texto provavelmente nunca teria sido escrito: a Stay Focused limita a quantidade de tempo que você pode passar em sites que te distraem. Você define que sites são esses e quanto tempo pode passar neles e a extensão faz o resto. Bem vindo/a ao mundo da produtividade. Me agradeça quando seus resultados no trabalho melhorarem em 70%.
Já falamos do projeto Disconnect por aqui. Essa extensão bloqueia a ação de cookies de terceiros dentro do site que você está visitando. Em resumo, quando você visita um site, além do seu navegador gravar os cookies daquele site, ele também pode armazenar cookies dos anúncios na página ou de plugins instalados no site. Com o Disconnect, você não corre o risco de que suas atividades no site sejam registradas como metadados pra serviços de terceiros.
"Esse vídeo não pode ser visualizado no seu país", e morreu. Não, sério: é muito chato quando isso acontece, né? Mas não vai mais rolar se você instalar o Hola. A extensão protege sua navegação e desbloqueia restrições geográficas para consumir conteúdo na web.
Essa é pra todo mundo que trabalha com criatividade - escritores, jornalistas, blogueiros, ilustradores, designers, diretores de arte - mas também funciona só pra quem tá tentando organizar o enorme fluxo de informação que recebe online pra criar algo. Essa extensão te ajuda a salvar - "clipar", no jargão - tudo o que você vê e lê na internet. Ela manda tudo pra sua conta no Evernote.
Para os orfãos do Google Reader (R.I.P. :( ), aqui está a extensão que te trará de volta a alegria de acompanhar os seus sites preferidos através do RSS deles, e tudo isso direto no browser. A interface, com as imagens grandes, é uma das coisas mais legais. Tem versões de aplicativo pra uma série de plataformas, também: iOS, Android, Safari etc.
Salva uma versão offline dos links que você desejar pra que você possa ler depois. Ele também sincronizar entre plataformas e tem aplicativos pra iOS e Android. Por exemplo: dá pra usar a internet no trabalho de dia, jogar pro Pocket os links que você queira ler na volta pra casa e aí só sincronizar no tablet com o wifi do trabalho antes de sair.
Criar seu retrato-falado, publicar um livro, mapear seus genes, descobrir quanto tempo tem de vida: sim, é possível fazer tudo isso (e mais) na internet
Eu me lembro claramente dos meus primeiros dias, semanas e meses usando a internet. Por volta de 1996 ou 1997, eu tinha menos de 10 anos, “quer tc” parecia um convite pra algo proibido que eu não ousava responder e a internet que eu conhecia, em português, tinha um número limitado de sites sobre cada assunto, todos devidamente listados em um número limitado de páginas no Cadê - ao ponto de, rapidamente, eu já ter lido todos as HPs (se você não é das antigas, eram assim que se denominavam os sites antigamente - HPs, de Home Pages) sobre as coisas nerds que me interessavam e ficasse ansiando por uma atualização, conferindo minha lista de favoritos diariamente.
Naquela época, ao mesmo tempo que a internet era sim algo mágico, me parecia quase trivial. Eu era jovem demais para notar o quão extraordinário era a tecnologia que eu estava usando. Hoje, adulta, essa percepção me atinge quase semanalmente, seja em tarefas triviais, quando eu envio uma foto que acabei de tirar no celular pra um contato do outro lado do mundo via Whatsapp, seja em momentos que eu descubro que online posso conversar com robôs que se parecem muito humanos, enviar cartas para o meu eu no futuro ou modelar, imprimir e receber em casa o objeto que eu quiser, via impressora 3D.
Semanalmente, desde que comecei a usar a internet, ela me surpreende mostrando que pode fazer coisas que eu não tinha ideia. Vasculhando a memória e o Google, trouxe algumas das coisas mais peculiares e geniais que podem ser feitas online - e que você, provavelmente, ainda não sabia.
Se você sempre quis criar um retrato falado pra ver se essas coisas funcionam, seus problemas acabaram. O Flashface é um software, com versões em iOS e Android, também, que tem todos os elementos do rosto pra você montar um retrato falado de quem quiser. É divertido e, vai saber, pode ser útil (e não vamos nem pensar em coisas ruins: imagine que, na eventualidade de você avistar a pessoa da sua vida no metrô, esse site pode vir a ser a sua única maneira de encontrá-la novamente).
Eu amo o Futureme e uso o serviço desde que eu tinha 17 anos. Com esse site, você pode enviar um e-mail pra você mesmo em qualquer momento no futuro. É como uma cápsula do tempo pessoal, um registro único de um momento seu em que só você pode se reconhecer (ou não se reconhecer) e se auto-conhecer.
Às vezes, os sites chegam ao fim, e isso é triste. Mas não tema, não com o Internet Archive, que guarda em cache milhões e milhões de páginas desde 1996 e tem mais de um terabyte em arquivos, você pode alimentar aquela nostalgia - até tentar achar seu site adolescente que não existe mais (eu achei o meu).
Bots que conversam já fazem parte da nossa vida - vide a Siri. Mas esses bots do Pandorabots são curiosamente inteligentes. Você precisa saber inglês, mas eventualmente vai perceber que se esqueceu que a pessoa do outro lado não existe e é só uma inteligência artificial. É um pouco assustador.
Aparentemente, você é um alvo mais apetitoso para assaltantes se estiver sozinho/a no carro. A solução óbvia, portanto, é comprar um boneco inflável que se infla usando o acendedor de cigarro do painel do carro e levá-lo ao seu lado - o nome dele, a propósito, é Wilson. Forever alone nunca mais.
O 23andme é uma das coisas mais legais que apareceram nos últimos anos. Por 100 dólares, o site envia pra sua casa um kit de coleta de DNA. Você envia sua saliva de volta pelo correio e, algumas semanas depois, poderá conferir sua ancestralidade e curiosidades sobre seus genes, incluindo predisposições genéticas a doenças e a imunidades.
Todo mundo quer uma impressora 3D, mas você não precisa de uma pra imprimir seus projetos. O Shape Ways imprie o que você tiver modelado e envia pra sua casa.
Com o If This, Then That (conhecido como IFTTT), você pode interligar dois ou mais serviços da web que você usa para ativar funções automáticas. Você define dois eventos: um é o “gatilho” (por exemplo, “postagem de foto em determinada conta no Flickr”) e o outro é a consequência (meu blog atualizar automaticamente com a mesma foto). As possibilidades de automatizar tarefas manuais são praticamente infinitas.
A Moo Cards é uma simpática startup inglesa que imprime cartões, pôsteres e várias outras coisas com uma qualidade muito legal, em papéis bonitos, e envia pra sua casa. O mais legal é que ela oferece uma amostra grátis desse trabalho incrível. Você pode se logar com seu Facebook, fazer 100 cartões de visita inspirados no seu perfil da rede social (com cover foto, sua imagem de perfil, contatos e tudo mais) e ter isso entregue na sua casa de graça, só pagando o valor do frete. Os meus chegaram umas três semanas depois que eu encomendei e são lindos mesmo.
O Lulu (calma, não é aquele Lulu) é um serviço que ajuda escritores independentes a publicarem seus livros em cópias digitais e impressas. Ele permite controle total da quantidade, qualidade e uma série de outras coisas.
Pra poder ver quantas coisas legais você ainda pode fazer pela internet. O site usa, claro, os dados de expectativa de vida pra incluindo variáveis como se você é fumante e seu Índice de Massa Corporal.
Vai ter Copa sim, de acordo com o Google Street View: um hotsite da ferramenta separou imagens em 360 graus de ruas pelo país que já estão devidamente pintadas e decoradas para a Copa do Mundo.
Se destaca a resolução excelente das imagens e as imagens tiradas em várias regiões do país - tem registros de ruas em Belo Horizonte, em São Paulo, no Rio, em Manaus e em Natal. Aparentemente, a iniciativa do Google serve para divulgar não só o Street View, mas também o aplicativo Google Camera, para Android, e uma nova função do app que tira fotos panorâmicas em 360 graus que podem ser associadas via Picasa a pontos geográficos no Maps.
O site testa, desde 2012, maneiras de associar contas de crianças aos perfis de seus pais, para que assim eles possam aprovar o uso de determinados serviços na rede social
O Facebook proíbe o cadastro de usuários menores de 13 anos em seu sistema, mesmo que isso não seja o suficiente para afastar os usuários de tal faixa etária do site. Essa regra é facilmente burlada no momento do preenchimento da data do nascimento no novo usuário. Aproveitando-se disso, a rede social pretende criar um mecanismo para aceitar legalmente esses jovens em sua plataforma.
Semana passada, um pedido de patente arquivado em novembro de 2012 mostrou que o Facebook elaborou um sistema que permitiria aos pais supervisionar as contas dos filhos no site. O sistema obedece às regras da Lei Infantil de Proteção e Privacidade Online, criada para dar proteção aos menores que utilizam a internet.
A regulamentação determina, por exemplo, quais sites e aplicativos podem coletar dados de crianças menores de 13 anos, desde que tenha o consentimento dos pais do usuário menor de idade.
O site testa, desde 2012, maneiras de associar contas de crianças aos perfis de seus pais, para que assim eles possam aprovar o uso de determinados serviços como a inclusão de aplicativos e aceitação de novas amizades.
A Consumer Reports realizou uma pesquisa onde estimamou que 5,5 milhões de crianças tinham um perfil no Facebook em 2012. O Facebook disse que o pedido de patente não aponta que a companhia focará seu negócio no público infanto-juvenil.
“Defensores de segurança infantil, políticos e empresas tem discutido sobre as melhores maneiras de ajudar os pais a manterem as crianças em um ambiente online seguro. Como qualquer outra companhia responsável, nós buscamos maneiras de resolver essa questão, mas um pedido de patente baseado em uma pesquisa de dois anos atrás não indica a realização de trabalhos futuros nessa área”, disse uma porta-voz do Facebook.
Empresa comprará 180 satélites para levar internet à áreas remotas do planeta
A sede do Google, em Mountain View (Foto: getty)
O Google vai gastar mais de US$ 1 bilhão
na compra de 180 satélites com o objetivo de levar internet pra regiões
mais remotas do planeta. De acordo com o Wall Street Journal,
a empresa vai começar com uma frota de satélites pequenos de alta
capacidade, que orbitarão a Terra em altitudes mais baixas do que os
satélites tradicionais.
Hoje, dois terços da população do planeta não tem acesso à web. Todos
esses indivíduos são usuários em potencial do Google. Uma porta-voz da
empresa falou na possibilidade de centenas de milhares de novos usuários
online nos próximos anos, por causa desse e de outros programas de
inclusão digital de áreas sem cabeamento terrestre.
O Google tem outros projetos que ajudam a internet a chegar a regiões remotas usando balões e drones,
mas é a primeira vez que a empresa experimenta esse tipo de serviço com
satélites - que são mais flexíveis, têm mais capacidade e são cada vez
mais baratos de construir e lançar.
Se é possível começar namoro ou pedir em casamento usando as redes sociais, por que não pode terminar do mesmo jeito?
Outro dia minha timeline foi tomada pela
notícia de um rapaz que terminou o namoro usando uma hashtag no
Instagram. O moço (à esq.) publicou #TransformationTuesday, usada toda
terça por quem quer mostrar algo que tenha mudado na sua vida, e postou
uma foto do antes com a namorada e do depois, sem a menina na imagem. A
coitada ainda mandou um comentário: “Você está terminando comigo?” QUE
DÓ!
O episódio me fez pensar no que seria aceitável para relacionamentos em
tempos de redes sociais. Hoje, se você não mudou seu status de
relacionamento no Facebook, a relação não foi oficializada, né? Se não
tá no ~Feice~, não tá namorando. Já vi um monte de gente “pedir em
namoro” ao mudar o status e solicitar que o outro confirme. Fofo, né?
Que tal, então, aqueles que fazem uma surpresa pra pessoa amada e
gravam um vídeo no YouTube com um pedido público e viral de casamento?
Romântico? Tem também aquela galera que posta uma foto de um anel no
Instagram e tagueia a pessoa amada. Nhô, que amor!
Ok, você entendeu... existem milhares de maneiras de começar um
relacionamento nas redes sociais e achamos essas demonstrações públicas
de amor superfofas. Daí eu pergunto: se pode começar namoro ou pedir em
casamento usando esses recursos modernos das redes sociais, por que não
pode terminar do mesmo jeito?
Todo mundo achou o cara da hashtag um grandessíssimo babaca. Eu não!
Minha opinião é polêmica, mas acho que não podemos ter dois pesos e duas
medidas. É claro que não achei incrível a atitude, mas achei...
possível!
Expomos nossa vida loucamente na internet, sem medo de revelar a
intimidade, de postar uma #aftersexselfie ou coisa do tipo. Mas sempre
postamos aquela versão editada, feliz, viajada, descolada e bem amada.
Fico pensando se a pessoa ficou puta da vida por ter levado um pé na
bunda ou se porque a miséria dela foi exposta pra todos verem, sem que
ela tivesse escolha.
Histórias de amor comovem, ficamos todos bobos achando o mundo
cor-de-rosa. Da mesma maneira, demonstrações públicas de desamor nos
deixam incomodados. Mas assim é a vida. Uma hashtag, um vídeo no
YouTube, um pai de santo... nenhum desses tem como trazer a pessoa amada
de volta quando o amor acabou.
*Co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu
trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se
expressar e criar movimentos cultura
Esta ferramenta incrível mostra a internet em tempo real. Ou seja - desde o momento em que você entra na página, ela contabiliza quantos "curtir" rolaram no Facebook, quantos +1 no Google+, quanto dinheiro o Google ganhou e mais inúmeras outras coisas que acontecem o tempo todo na rede.
Os números são impressionantes - em um segundo, o Facebook contabiliza cerca de 5 milhões de likes. O Wordpress recebe 30 posts no mesmo período. O YouTube tem o equivalente a duas horas de vídeo recebidas em seu servidor. E muito, muito mais.
Além disso, ao final da página, você fica sabendo a quantidade de dados que foram transferidos pela rede no tempo em que você estava usando a ferramenta.
Aplicativo mostra palavras traduzidas através da realidade aumentada
OWord Lens é um app antigo, mas que ganhou as manchetes de tecnologia nas últimas semanas depois que o Google anunciou sua compra. Vale, no entanto, baixar o aplicativo na appstore pra ver do que ele é capaz - e, por consequência, a maravilhosa tecnologia que devemos ver incorporada aos produtos de tradução do Google no futuro.
O aplicativo usa realidade aumentada pra fazer traduções do mundo de verdade em tempo real. Você aponta a câmera do celular pra uma placa em inglês, por exemplo, e ele mostra na tela a tradução. O mais legal é que o texto na tela vem com transparência no fundo do texto, então ele substitui perfeitamente o que está escrito no objeto original. O resultado parece coisa de ficção científica - e dá pra prever que o Google deve usar a ferramenta no Google Glass. O resultado deve ser bem interessante.
Projeto que promete geração de energia sustentável e menos poluição arrecadou 1 milhão de dólares em campanha de financiamento coletivo
casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver - e aplicar - uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.
Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar - que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas - desde faixas de pedestres até sinais de "pare".
A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.
Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano - e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.
Personalização extrema do conteúdo online leva à formação de filtros que impedem os usuários de ter contato espontâneo com informações classificadas como menos relevantes pelos algoritmos.
O modelo de comunicação em rede, onde os usuários podem se conectar uns aos outros em qualquer canto do planeta, certamente provocou um profundo impacto na política, na economia, na cultura e nos negócios. Conceitos como Ciberdemocracia, wiki, Creative Commons e outros só existem porque a nossa comunicação não é mais mediada apenas por grupos editoriais por trás dos jornais e programas de TV, mas sim por servidores, operadoras de telefonia e motores de busca. A comunicação ficou mais horizontal, interativa, abrangente, inclusiva e participativa.
A evolução das tecnologias mediadoras - bem como dos interesses corporativos por trás da galáxia internet - estão enviesando essa pretensa liberdade sem que, muitas vezes, ninguém perceba. As operadoras podem copiar seus dados de navegação para fins publicitários na surdina, por exemplo - vide o caso da parceria entre a Oi e a Phorm. Outras vezes, somos nós quem concedemos essa liberdade - quando um aplicativo do Facebook solicita muitas permissões, digamos, e não nos preocupamos em revogar ou questionar.
Eli Parisier, jovem CEO de uma empresa de tecnologia, aponta outra vereda pela qual a Web está trilhando. E tem a ver com moderação espontânea e algorítmica de conteúdo nos mecanismos de busca e redes sociais. Quanto mais a Grande Teia se torna semântica, quanto mais ela busca evoluir no sentido de identificar o comportamento do usuário e levar conteúdo classificado pelas equações como relevantes, mais nós nos isolamos em uma bolha de interesses. E isso nos atinge de uma maneira imperceptível e entorpecente, um lacre informacional manobrado por algoritmos que quantificam e qualificam a vida online do usuário.
Há mais de uma década, o sociólogo Manuel Castells identificou esse tipo de comportamento ao relatar que existe uma tensão, uma dualidade entre a identidade do usuário e a Rede.
Em uma palestra no TED (confira o vídeo abaixo), Parisier aponta como esse fenômeno está se manifestando de forma imperceptível, porém bastante incisiva. "Aconteceu uma mudança na forma como a comunicação está fluindo online. Ela é imperceptível. E se não tomarmos cuidado, isso poderá vir a ser um grande problema", diz.
Se você não tem tempo ou paciência de assistir os 10 minutos de vídeo, eu explico: só aparecem na timeline do Facebook as postagens de perfis com os quais o usuário tem maior interatividade - seja através de comentários, curtidas, compartilhadas ou cliques. Mas quem decide isso não é o usuário. Da mesma maneira se dá a classificação de relevância no motor de busca do Google. O termo "Egito" para um determinado usuário pode redirecioná-lo a resultados genéricos, enquanto para outro aparece toda a cobertura sobre os protestos e a queda de Hosni Mubarak. Segundo Parisier, existem até 57 sinais que o Google observa sobre o usuário antes de determinar o que é interessante ou não (conte-me mais sobre o Mac que você está utilizando, ou sobre esses sites que você visitou semana passada). E aqueles filmes sugeridos na Netflix não são aleatórios, mas baseados na sua classificação de outros títulos e gêneros.
"Não é apenas o Google ou o Facebook. É algo que está varrendo a internet. Há uma série de empresas que estão fazendo esse tipo de personalização [...] E isto nos leva muito rapidamente para um mundo no qual a internet nos mostra aquilo que ela pensa que queremos ver, mas não necessariamente o que precisamos ver"
O conjunto desses filtros de personalização forma o filtro-bolha, segundo Parisier, o seu "universo pessoal" de informação.
De certa forma isso é bom. Já li e ouvi várias críticas ao imenso universo de informações relacionadas a apenas um termo, e como isso acabava "desinformando" o usuário - ninguém vai verificar cada um dos 100 mil resultados da busca no Google, por isso os engenheiros trabalham para colocar na primeira página os resultados mais interessantes para nós. Como empresa, os caras atuam para atender as necessidades do usuário, tomando a liberdade de classificar o que é mais relevante e, com isso, gerar lucro. O Facebook, mais do que nunca, precisa provar para os investidores que é uma plataforma lucrativa e, com isso, a rede vai definir quais são os posts prioritários na nossa timeline com base em quem paga. A linha editorial agora é exercida por algoritmos, não mais por editores de carne e osso.
Parisier defende que essas empresas tenham uma postura mais cívica em relação às informações para evitar a formação de bolhas viciosas em torno do umbigo dos usuários, impedindo que eles tenham acesso a outras informações, a outros filmes, a outras notícias que não fazem parte do seu escopo de relevância. Baseado em como agem os gigantes da comunicação midiática há décadas, eu não seria muito otimista em relação ao cumprimento desse dever cívico. As empresas de internet estão assumindo o bastão da velha mídia, e não acredito que serão mais éticos do que o grupo de Rupert Murdoch.
O que eu defendo é que os usuários sejam mais protagonistas em relação à sua própria vida online e saibam utilizar a tecnologia sem se tornar dependente das classificações de relevância impostas por essas empresas. Existem dezenas de comandos na programação do mecanismo de buscas do próprio Google que, se forem utilizados corretamente, podem levantar exatamente a informação que o usuário realmente precisa. Quer informações? Vá atrás por diversos meios, visite bibliotecas físicas, consulte jornais impressos e compare com os resultados que você obteve - não espere que as empresas façam isso por você, elas não têm essa obrigação.
Além disso, mais do que nunca as pessoas precisam conversar, trocar oralmente experiências e informações. Esse ainda é o meio mais eficaz para você conhecer novas bandas, novos escritores preferidos, novos filmes. Se você já leu tudo de Stephenie Meyer, talvez seja a hora de conhecer algo mais Douglas Adams ou Charles Dickens. Depois de assistir uma maratona das 10 temporadas de Friends, que mal há em conferir Firefly? Não deixe que a internet viva a sua liberdade.
Leitura de e-mails, bate-papo em comunidades virtuais e reuniões. Especialistas acreditam que brasileiros desperdiçam dois terços de seu dia com atividades inúteis e urgentes:
Como você tem aproveitado seu tempo? Segundo a consultoria paulista Tríade do Tempo, que ouviu mais de 15 mil pessoas entre os anos de 2005 e 2007, os brasileiros jogam fora dois terços de seu dia com atividades inúteis e urgentes.
"Vivemos em um mundo extremamente dinâmico e rápido, e por isso temos vários instrumentos que podem nos tirar do foco: a rapidez das informações, as redes sociais", revela a psicóloga Rafaela Duque, do CPPL, que enumera a falta de organização e planejamento entre os principais vilões do tempo produtivo no trabalho. Além desses, existem outros vilões do cotidiano capazes de roubar minutos preciosos que poderiam ser dedicados a outras atividades. O e-mail, por exemplo, toma uma média de três horas diárias dos brasileiros. Sites de comunidades virtuais, bate-papo e afins também podem se tornar um vício e grandes distrações no trabalho. E até as reuniões profissionais podem agir contra a produtividade caso não tenham planejamento e objetivos definidos, levando à perda de foco.
Para a profissional, a impressão de "tempo perdido" pode gerar uma série de sentimentos na pessoa, da angústia à sensação de insucesso. "É preciso que a pessoa faça uma reflexão sobre os fatores que levaram a não cumprir o planejado, pois o cotidiano e a vida são dinâmicos e estão em eterna mudança", pondera Rafaela. "Com essa reflexão, podemos avaliar o que não deu certo no cumprimento das tarefas e propiciar novas maneiras de pensar e resolver as pendências", completa.