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terça-feira, 10 de junho de 2014

O carro do futuro vai flutuar sobre estradas?

A Toyota estaria investigando uma tecnologia que torna isso possível



Hiroyoshi Yoshiki, gerente executivo da Toyota, afirmou que a marca está investigando tecnologias para aumentar a eficiência de seus carros. Entre elas, estaria a possibilidade de criar um automóvel capaz de flutuar sobre estradas. A ideia é que, diminuindo a fricção entre as rodas e as estradas, com um carro planando, o combustível seja economizado. No entanto, Yoshiki se recusou a comentar em que pé andam os estudos e quando eles começaram a ser feitos.
A declaração vem na mesma época em que o Google revelou o seu protótipo de carro autônomo - capaz de dirigir sozinho e com lugar para duas pessoas, o modelo não teria nem volante. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Google quer tornar o uso de smartphones no carro mais seguro

Em vez de olhar para baixo e tocar na tela para abrir um mapa ou atender uma ligação, você só precisará falar mais alto
SMARTPHONE AO VOLANTE DEIXARÁ DE SER PERIGO CONSTANTE? (FOTO: AFP)

O“Projeto KITT” é o codinome que a empresa deu a um novo recurso que elimina a necessidade de tocar ou até de olhar para o smartphone quando se está ao volante. Em vez de olhar para baixo e tocar na tela para abrir um mapa ou atender uma ligação, você só precisará falar mais alto e o telefone responderá. Isso colocará o aparelho em ação, e ele também lhe explicará tudo o que está fazendo.
De acordo com o Android Police, o recurso é a resposta do Google para o sistema Siri Eyes Free da Apple, e poderá ser revelado neste mês na conferência Google I/O. Por ser algo desenvolvido pelo maior serviço de buscas da internet, será tão eficiente em buscas seguras quanto em mensagens.
Portanto, para assegurar que o motorista se concentre na pista, mesmo se estiver desesperado para saber quem foi o último francês vencedor de Roland Garros, por exemplo, bastará apenas perguntar e o telefone responderá “Yannick Noah in 1983”. Não será necessário olhar a lista de resultados na tela do telefone.
Da mesma forma, de acordo com fontes do Android Police, essa voz de confiança irá repassar com o usuário cada etapa do processo, como mandar mensagem e a ler a resposta.
Para usar o recurso, o motorista só precisará do aplicativo contextual Google Now,conectar o telefone ao soquete 12 V do carro e ter um fone de ouvido Bluetooth, ou autofalante de carro integrado com Bluetooth.
O Siri Eyes da Apple permite aos usuários ativar seus aparelhos e alguns de seus aplicativos apenas por comandos de voz. No entanto, um botão apropriado encaixado no painel do carro é necessário para acessar o recurso. Demonstrado pela primeira vez em 2012, foi melhorado, dando origem ao que se chama hoje de Apple Car Play.
Anunciado neste ano no salão de automóveis de Genebra, o Apple Car Play permite que a tela de um iPhone seja exibida no painel do carro, para que ligações, mensagens, navegação e música possam ser controlados com segurança ao dirigir.
O Google também está trabalhando em um sistema similar chamado Android in the Car, mas este ainda não foi demonstrado em público.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Estradas pavimentadas com painéis solares podem ser usadas no futuro

Projeto que promete geração de energia sustentável e menos poluição arrecadou 1 milhão de dólares em campanha de financiamento coletivo

casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver - e aplicar - uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.
Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar - que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas - desde faixas de pedestres até sinais de "pare".
A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.
Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano - e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.

sábado, 24 de maio de 2014

A reinvenção da camisinha

Com nanopartículas, de colágeno de boi ou para serem colocados num segundo. Conheça os 11 preservativos que disputam em maio um prêmio de US$ 1 milhão e podem mudar para sempre a forma como fazemos sexo seguro.

De longe, é o método mais eficaz para prevenir doenças transmitidas durante o sexo. A camisinha funciona em até 95% dos casos e ainda é a maior arma contra a propagação da Aids. Só que está longe de cair nas graças dos homens. “Cerca de 95% relutam em usá-la. Se a transformarmos em objeto do desejo, estimularíamos a adesão”, diz Stephen Ward, da Fundação Bill e Melinda Gates. É com esse objetivo que a fundação entregará em maio um prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor de um concurso para reinventar a camisinha.

De 812 equipes inscritas, restam 11 finalistas, que já ganharam uma bolsa no valor de US$ 100 mil. Todos miram as principais reclamações sobre os preservativos: são difíceis de colocar, reduzem o prazer sexual ou podem provocar perda de ereção. Por trás dessas justificativas (ou desculpas), apenas 43% dos brasileiros declaram ter o hábito de usar camisinha, por exemplo. Para mudar esse cenário, cientistas propõem preservativos ultrarresistentes, com tamanho único, que podem ser colocados em apenas um segundo e com substâncias que imitam as mucosas. Entenda a seguir quais são as estratégias dos finalistas.



Usado nos projetos de dois dos finalistas, o grafeno é cem vezes mais forte do que o aço e tão fino que um fio de cabelo tem 100 mil vezes a sua espessura. "O látex funciona como isolante, já o grafeno conduz mais calor que o cobre", diz o pesquisador LakshminarayananRagupathy, da HLL Lifecare. Seu grupo pretende incorporar o material ao látex e reduzir a espessura das camisinhas de 0,07 mm para 0,04 mm, permitindo uma sensação mais próxima à do sexo sem preservativo. O problema é o valor alto do grafeno. “O custo tende a cair quando a demanda aumentar”, diz AravindVijayaraghavan, integrante do outro grupo finalista, de Manchester.








O protótipo do pesquisador Ron Frezieres ainda não foi aprovado, mas já ganhou um apelido curioso: “camisinha wrap”. O conceito lembra um sanduíche: o objetivo é embrulhar o pênis com uma fina camada de polietileno, material resistente e ultrafino, como se fosse a massa do pão que enrola os ingredientes. Ao contrário do látex, que causa desconforto em 1% das pessoas, o polietileno é hipoalergênico.


















O pesquisador Benjamin Strutt desenvolve um modelo com ajuste universal que se adapta a qualquer pênis. O preservativo deve apertar suavemente durante a relação e aumentar a sensação de prazer. Outro finalista, da Universidade do Oregon, persegue o tamanho único com um tipo de poliuretano que reage ao calor do corpo e se adapta. “A camisinha encolhe até chegar ao tamanho ideal”, explica o professor Richard Chartoff.















“Alguns se queixam da sensação de corpo estranho. Por isso, criei um modelo que reduz o atrito entre pele e camisinha”, afirma Karen Buch. A pesquisadora tenta criar uma camisinha durável e resistente com revestimento de nanopartículas que se transformam numa espécie de lubrificante em contato com a água. Além de reduzir o atrito, elas evitariam o rompimento do preservativo e, ainda, impediriam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e Aids.















O professor Patrick Kiser tenta sintetizar um novo material polimérico idêntico ou, pelo menos, similar ao tecido da mucosa, membrana que reveste vários órgãos do corpo humano, como boca, pênis e vagina, e que só se mantém úmida graças à secreção viscosa (muco). Um dos objetivos é conferir maior sensibilidade ao usuário.


















Uma borracha que não rasga, fura ou deforma. O pesquisador Jimmy Mays desenvolve o conceito de superelastômero, um polímero que pode ser esticado mais do que qualquer outro material já usado em preservativos. Além de produzir camisinhas mais finas e resistentes, Mays pretende baratear o custo e, assim, torná-las acessíveis à população mais carente.

BREVE HISTÓRIA DA CAMISINHA
Já usamos carapaças de tartaruga, excrementos de crocodilo e tripas de cabra como preservativos


• 1850 a 1000 a.C.>Segundo o papiro de Petri, considerado o primeiro receituário médico, uma estranha mistura de mel com excremento de crocodilo era colocada na vagina para evitar a gravidez.

• 1350 a 1200 a.C.>Homens egípcios usavam um envoltório no pênis. Era feito de tripas de animais, como vesícula de cabra ou intestino de carneiro, muito semelhantes aos modelos atuais.

• 1564>Professor da Univ. de Pádua, o italiano Gabrielle Fallopio indicava o uso de uma carapuça de linho embebida em ervas para evitar a transmissão de doenças venéreas.

• 1649>O médico inglês Dr. Condom (daí o nome em inglês) criou um modelo feito do intestino de animais, como ovelha e cabra, para evitar que o rei Carlos II tivesse mais filhos ilegítimos.

• 1870>As primeiras camisinhas feitas de borracha eram grossas, duras e muito desconfortáveis. Por também serem caras, os homens costumavam lavá-las e usá-las por repetidas vezes. 

• 1900>Alguns dos primeiros modelos vieram da Ásia. Os chineses usavam versões de papel de seda untado com óleo e os japoneses, camisinhas feitas com carapaça de tartaruga.

• 1919>Frederick Killian deu início à produção com látex. Com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, as camisinhas tornaram-se mais finas, resistentes e elásticas.

• 1994>EUA lançam a 1ª camisinha de poliuretano. Tem a mesma espessura da de látex, mas conduz melhor o calor e provoca menos alergia. Surgem os modelos coloridos.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Turbine a sua equipe de vendas

Você sabe como turbinar a sua equipe de vendas? Leia essas dicas e faça isso


1-Respeite a equipe de vendas
Não quero que os outros departamentos fiquem chateados com o que eu vou dizer, mas é a área de vendas que atrai receita para a empresa, isso não significa que é a mais importante, mas aquela que lida com o bem mais precioso da empresa O CLIENTE, por isso todos os demais setores devem dar suporte a esta área.

Evitem chamar a equipe de vendas para reuniões desnecessárias que não agreguem valor, pois se estão fora de seu território logo não estão vendendo e por sua vez a empresa não está faturando.
Não fale nunca mal de cicrano ou beltrano da área de vendas, provavelmente você não tem a menor idéia do que ele enfrenta diariamente para vender os produtos e serviços da empresa. São muitos “nãos”, concorrência, transito, muitas horas de espera, uma enorme pressão por cumprimento de metas e muito mais.
2-Ouça o que sua equipe de vendas fala
Quando a equipe trouxer informações do campo, ouça-as antes de julgá-los afinal são eles que estão com os clientes diariamente.

Como dizia o falecido Eduardo Botelho, fique rouco de tanto ouvir.
Quando o cliente fala é porque ele gosta da empresa ou do produto e deseja continuar a negociar com você, senão ele simplesmente deixaria de comprar não lhe dando nenhuma satisfação e oportunidade de saber o motivo.
Por isso a empresa deve possuir a humildade de ouvir o seu cliente, afinal o produto ou serviço que ela comercializa tem como alvo satisfazer a necessidade deste personagem chamado cliente.
3-Nunca permita que os vendedores reclamem em publico.
Crie uma norma onde seja explicitamente proibidas reclamações, baixo astral, desmotivação etc. nas reuniões de vendas.

Coloque um cartaz com os 10 comportamentos e expressões terminantemente proibidas de ser pronunciadas.
Basta um vendedor contar a sua sina de sofrimento para que toda a equipe seja contaminada
A equipe deve sair das reuniões de vendas motivada e com a pasta cheia de soluções para seus clientes não com mais problemas do quando entrou.
4-Apóie e defenda a sua equipe com unhas e dentes
Todo mundo já critica os vendedores, não seja mais um. Faça a diferença na vida deles ajudando-os a resolver os seus problemas diários, facilite a vida deles. Faça parte da solução não do problema.

Não permita que ninguém faça piadas ou coloque apelidos nos membros da sua equipe.
Tenha em mãos ou na mente um dossiê com todas as conquistas e diferenciais de cada vendedor de sua equipe e use estas informações para lembrar as pessoas e até você mesmo do valor de cada um deles.
Se o dossiê de algum deles estiver muito pobre está na hora de você pensar em substituí-lo. 
5-Mantenha os talentos afiados
Segundo Aristóteles "Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.”.

Todo o vendedor que conheço é motivado por resultados e desafios, mas isso não basta e também não significa que ele esteja sendo eficaz, por isso capacitar a sua equipe é fundamental para bater as metas e atingir os resultados.
Lembre-se que tudo está em transformação.
O mundo muda, os clientes mudam, o mercado muda, os produtos e concorrentes mudam por que então deveria ser diferente com a equipe de vendas? Sua equipe deve estar em estado de aprendizado constante para estar preparada para enfrentar estas mudanças.
 6-Separe o joio do trigo
Não tenha receio ou medo de demitir os “maus” vendedores.

Quando me refiro a “maus” vendedores não estou me referindo apenas aqueles que não alcançam sistematicamente os resultados, mas também aqueles que não respeitam os valores da empresa e insistem em atingir as metas a qualquer preço.
Segundo Jack Welch existe quatro tipos de colaboradores:
Aquele que não atinge resultados e não tem os valores da empresa – Coloque-o a disposição da concorrência, ou seja, demita-o.
Aquele que atinge os resultados e possui os valores da empresa – Vale ouro, reconheça-o, valorize-o e use de exemplo para equipe.
Aquele que não atinge os resultados, mas possui os valores da empresa – Capacite-o, invista nele para transformá-lo em ouro.
Aquele que atinge os resultados, mas não possui os valores da empresa – Alerte-o, se ele continuar a não respeitar os valores demita-o senão você contaminará toda a equipe.
7-Eduque o seu cliente 
Calma, não estou chamando os clientes de mal educados, apenas quero provocar uma reflexão sobre uma abordagem mais centrada de sua equipe em relação ao cliente.

O processo de venda é uma ótima oportunidade para educar seus clientes SE o vendedor souber ajudar o cliente a diagnosticar problemas ainda ocultos que possam impactar diretamente no atingimento dos seus resultados pessoais ou profissionais, enfim conseguir fazer que o cliente repense o seu negocio e as suas atitudes.
O vendedor assim inicia um processo de “educar” seus clientes sobre os diferenciais que seus serviços e produtos oferecem gerando assim novas alternativas, soluções e ideias jamais concebidas na cabeça do cliente.
Sua equipe é excelente?
Não! Então o que falta para ela se tornar 
8-Preço não é objeção
Apesar de não ser um vendedor John Ruskin um líder Inglês crítico de arte da era vitoriana, poeta, desenhista, pintor, pensador social do final do século 18 que disse em certa ocasião com muita propriedade: “Dificilmente, existe alguma coisa neste mundo, que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato e as pessoas, que consideram somente preços, são suas merecidas vitimas”.

Particularmente acho essa frase fantástica, pois em minha opinião preço somente se torna uma objeção verdadeira se o cliente não possuir dinheiro suficiente para adquirir o seu produto ou serviço, fora isso é “cortina de fumaça”.
Cortina de fumaça é uma técnica de despistamento onde o cliente alega uma objeção falsa, geralmente bem diferente e distante da objeção verdadeira, para não adquirir o determinado produto ou serviço.
Cabe ao vendedor através de perguntas de sondagem garimpar a verdadeira razão e somente a partir deste momento aplicar a sua estratégia para contornar a objeção real.
Sendo assim preço geralmente é uma objeção falsa que demonstra na maioria das vezes que o vendedor não realizou adequadamente a sondagem e levantamento de necessidades do cliente, resumindo , se precipitou , atropelou a técnica e tentou o fechamento cedo demais, o que provavelmente lhe custou àquela venda.
Suce$$o

sexta-feira, 29 de junho de 2012

5 dicas para otimizar as reuniões na empresa


Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

Reuniões longas e ineficientes continuam sendo desafios enfrentados por empresas de qualquer tamanho e segmento, em qualquer parte. O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.

Reuniões sem foco levam a equipe a perder tempo, a falhar na execução de suas prioridades e a reclamar da falta de tempo para fazer o que realmente precisa. Tenho sido muito questionado nos últimos tempos sobre como é possível reduzir o número de reuniões e aumentar a produtividade das mesmas.

Por esse motivo, organizei algumas dicas úteis e rápidas para otimizar as reuniões. Confira abaixo:

Tenha o objetivo e pauta visíveis
Defina o que deve ser alcançado quando a reunião terminar (objetivo) e os itens que ajudarão a tornar isso possível (pauta). Envie aos participantes na convocação e durante a reunião mantenha visível a todo o momento.

Use um cronômetro
Nos principais comércios populares existem cronômetros de até 2h por menos de R$ 30! Controlar o tempo é dever de todos na reunião, quando o tempo fica visível é mais fácil de conseguir manter o controle do tempo.

Conduza a reunião
Escolha uma pessoa para conduzir a reunião, de forma que organize a conversa, as ideias, registre as ações posteriores e corte conversas paralelas.

Não trabalhe na reunião
Se não for uma reunião aonde algum trabalho deva ser feito, mas apenas discutido, não caia no erro de agir durante a reunião, além de tomar tempo acaba perdendo o foco da discussão.

Envie um e-mail de fechamento
Ao terminar a reunião envie um e-mail aos participantes agradecendo a presença e pontuando as principais ideias e ações definidas.

Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

domingo, 24 de junho de 2012

Inovação sem criatividade: interessa?

Muitas empresas podem até valorizar (e cobrar!) ações inovadoras das equipes, mas culturas organizacionais engessadas acabam tolhendo a criatividade e comprometendo o surgimento de novas (e boas!) ideias.

No post de hoje, começamos respondendo ao leitor Augusto Brito, que nos pergunta qual comportamento é mais importante nas empresas atuais: ser "criativo" ou "inovador"?

Caro Augusto, a criatividade é um processo. Ela pode ocorrer no nível individual, como quando você chega a uma ideia nova, ou em grupo, como quando sua equipe de trabalho propõe uma nova estratégia para um produto da empresa. Quando falamos em criatividade estamos falando nos processos mentais e comportamentais que levam pessoas e grupos a chegarem a novas ideias. Uma inovação é o produto da criatividade. Dessa forma, podemos sim dizer que uma pessoa, um grupo ou até uma empresa são inovadoras, desde que elas tenham um histórico de novidades realizadas. Ajustando nosso vocabulário, então, dizemos que pessoas criativas podem ser consideradas inovadoras se tiverem sucesso com suas ideias.

Voltando à sua pergunta, você questiona ainda o que seria mais importante nas empresas atuais, e minha resposta aqui precisa ser pragmática: muita calma nessa hora.

Outro leitor dessa coluna, o Roberto, enviou uma experiência de um projeto em que ele trabalhou um ano mas que ainda não conseguiu colocar em prática. O Roberto levantou, então, a questão: apesar de tudo que se fala sobre inovação, no caso do Brasil em particular, as pessoas e empresas ainda não colocam a mão no bolso para arcar com ela?

No post de hoje, começamos respondendo ao leitor Augusto Brito, que nos pergunta qual comportamento é mais importante nas empresas atuais: ser "criativo" ou "inovador"?

Caro Augusto, a criatividade é um processo. Ela pode ocorrer no nível individual, como quando você chega a uma ideia nova, ou em grupo, como quando sua equipe de trabalho propõe uma nova estratégia para um produto da empresa. Quando falamos em criatividade estamos falando nos processos mentais e comportamentais que levam pessoas e grupos a chegarem a novas ideias. Uma inovação é o produto da criatividade. Dessa forma, podemos sim dizer que uma pessoa, um grupo ou até uma empresa são inovadoras, desde que elas tenham um histórico de novidades realizadas. Ajustando nosso vocabulário, então, dizemos que pessoas criativas podem ser consideradas inovadoras se tiverem sucesso com suas ideias.

Voltando à sua pergunta, você questiona ainda o que seria mais importante nas empresas atuais, e minha resposta aqui precisa ser pragmática: muita calma nessa hora.

Outro leitor dessa coluna, o Roberto, enviou uma experiência de um projeto em que ele trabalhou um ano mas que ainda não conseguiu colocar em prática. O Roberto levantou, então, a questão: apesar de tudo que se fala sobre inovação, no caso do Brasil em particular, as pessoas e empresas ainda não colocam a mão no bolso para arcar com ela?


Augusto e Roberto: Sou um grande defensor do estímulo e ensino da criatividade. A criatividade, de projetos empresariais a tocar um instrumento, dançar ou pintar um quadro só tem a enriquecer a vida. Há uma diversidade de pesquisas que mostram que o retorno do trabalho criativo não é somente financeiro, como quando um produto dá certo ou você consegue vender um quadro ou ser pago para tocar, mas também refletem uma melhora na qualidade de vida, na satisfação com as realizações pessoais e até com uma melhor perspectiva sobre nossas realizações quando olhamos para os feitos de nossa vida em retrospecto. Um histórico de criatividade em qualquer área pode ajudar a diminuir o sentimento de vazio que muitas pessoas têm ao chegar em diferentes etapas da vida, olhar para trás e sentirem que não realizaram nada. Tirando qualquer ganho financeiro, por si só esse efeito terapêutico do trabalho criativo deveria ser suficiente para a criatividade ser mais estimulada nos diferentes setores da vida.

Agora vamos ser pragmáticos: é de minha opinião que a maioria das escolas não está preparada para ensinar tal coisa, e a maioria das empresas, apesar dos discursos, não só não está preparada, como costuma punir funcionários que tentam ser criativos.

Esse comportamento por parte das empresas pode ocorrer por diversos motivos, que depende de empresa para empresa. A causa pode ser operacional: muitas empresas dependem da repetição de padrões e comportamentos. Qualquer desvio do comportamento estabelecido pode ser visto como uma falha do sistema, e punido e consertado de acordo. A causa pode ser de desenho organizacional: há empresas que separam os setores e pessoas "criativos" dos "não criativos". E enquanto os "criativos" são cobrados para chegar a coisas novas, os "não criativos" continuam realizando tarefas repetitivas, e podem até assumir uma posição de funcionário de segunda classe dentro da empresa (como é o caso de muitas empresas de publicidade, que tratam seus "criativos" de modo muito diferente do pessoal "operacional"). Em muitos outros casos a causa pode ser ainda cultural: locais, chefes, empresas e culturas podem exibir elementos como autoritarismo e aversão ao risco. Se você está em uma cultura bastante hierarquizada e que as pessoas não lidam bem com perdas, terá dificuldades em ser criativo.

A lista continua, mas o fato é que, por uma infinidade de motivos, apesar de ser moda anunciar ao mundo como determinada empresa é criativa ou inovadora, nem sempre esse é o caso, ou nem sempre todas as pessoas dentro de uma empresa possuem a autorização para exercer a sua criatividade. Portanto, Augusto, é importante sim ser criativo, mas se sua empresa não valoriza isso, procure outras formas de expressar sua criatividade. Aprenda uma habilidade, arranje um novo passatempo ou atividade para fazer em suas horas livres. O local em que você ganha seu sustento não precisa ser o mesmo onde você exerce sua criatividade.

Voltando ao Roberto. Costumo ouvir com certa frequência pessoas afirmarem em minhas palestras que o brasileiro já é um povo criativo por natureza. Volta e meia ouço exemplos como Santos Dummont, Paulo Coelho ou Romero Britto.

Eu pergunto, então, se a aeronave que o Santos Dummont desenhou é a mesma que entramos quando queremos atravessar o oceano, pergunto quantos brasileiros figuram em listas de artistas mundialmente famosos, quantas patentes, artigos científicos ou qualquer outra medida de comparação temos como um país em relação a outros. A verdade é que, para um país de 190 milhões de pessoas, ainda temos muito pouco a mostrar quando se trata de inovação.

Como aprendemos acima, a inovação é a medida da criatividade. Apesar de pequenos avanços e algumas pessoas que conseguem brilhar em uma ou outra área, ainda temos muito a aprender. Essas mudanças, que passam pela cultura, legislação e vão até a psicologia individual não acontecem de uma hora para outra. O importante a manter em mente é que, do ponto de vista individual, precisamos ter a consciência de que a criatividade pode sim ser frustrante. É, sim, algo difícil. Mas, sem dúvida nenhuma, vale a pena.