Quando Rob Spence perdeu o olho, ele decidiu substituí-lo por uma câmera. Hoje, se considera um ciborgue.
Um dia, Rob Spence estava praticando tiro quando segurou sua espingarda por cima de seu olho direito - "como eles fazem nos filmes". O resultado foi um acidente que o fez perder o mesmo olho. Mas, em vez de colocar uma prótese de vidro ou usar um tapa-olho, o cineasta resolveu apelar para uma solução tecnológica: e criou uma prótese ocular equipada com câmera.
Depois disso, ele decidiu que usaria sua câmera para filmar outras pessoas com anexos biônicos. "Tenho outros amigos ciborgues", afirmou ele à Wired. "Algumas pessoas acham que, de alguma forma, o olho é conectado ao cérebro. Mas ele é uma unidade independente, posso tirá-lo e limpá-lo, como se fosse um brinco", conta.
ele afirma que, ao contrário de nós, "os humanos", ele pode fazer upgrades em seu olho. Quando colocou LEDs que custavam 40 centavos de dólar na câmera, por exemplo, a imprensa "ficou louca porque ele parecia um ciborgue da ficção científica". "Se você tem um marcapasso, é um ciborgue? Não. Se você tem lentes de contato? Não. Mas se você tem uma luz de 40 centavos no olho? Aí sim, aí você é um ciborgue", brinca.
Uma questão que preocupa Spence e muitas pessoas ao seu redor, no entanto, é o fator privacidade - principalmente depois do anúncio dos Google Glasses. "Mas as pessoas serão filmadas mais vezes e, eventualmente, o vídeo fará parte do nosso corpo", conta.
O próximo projeto do cineasta é recontar a vida do prefeito de Toronto, Rob Ford, alguém que teve sua reputação comprometida após ser pego por câmeras amadoras. O próprio Spence quer representar o prefeito enquanto interpreta Mr. Toronto, na continuação de sua produçãoLet's All Hate Toronto.












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