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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

1600 quilos de lixo vão queimar na atmosfera neste fim de semana

Material vem da Estação Espacial Internacional

A CYGNUS (FOTO: NASA - DIVULGAÇÃO)

Depois de ficar por um mês na Estação Espacial Internacional, uma nave comercial de carga foi despachada para a atmosfera terrestre - recheada com mais de 1600 quilos de lixo.
Os astronautas a bordo da EEI usaram um braço robótico para liberar a nave Cynus, nesta sexta, acima da costa sudoeste da África. Ela foi enviada para a estação em julho, com comida, equipamento científico, mini satélites e até roupas resistentes a odor para os astronautas.
No entanto, em sua volta, a Cygnus não irá alcançar a superfície da Terra. Estima-se que, no sábado, ela queime na atmosfera enquanto a tripulação da EEI filme o evento. Mas, antes que você acuse os astronautas de asssitirem muito "Mythbusters", saiba que há motivos científicos para a destruição - como a vida útil da EEI vai terminar daqui a uma década, agências espaciais querem entender melhor como acontece a entrada de grandes objetos na atmosfera.
IMAGEM DO BRAÇO ROBÓTICO DA EEI LIBERANDO A CYGNUS (FOTO: REPRODUÇÃO - TWITTER

sexta-feira, 18 de julho de 2014

“Primeiros humanos a pisar em Marte já caminham pela Terra”, diz NASA

Entenda como a Agência Espacial Americana pretende levar a humanidade ao planeta vermelho em 2030



Há 45 anos, a Apollo 11 se dirigia à lua – em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong deu aquele pequeno passo para o homem, que se tornaria um salto gigantesco para a humanidade. Desde então, Marte já foi encarado como a próxima grande fronteira da exploração humana do espaço, visto como a nossa melhor chance de pisar pela primeira vez num outro planeta.
Por ser nosso vizinho e, principalmente, por ser relativamente parecido com a Terra, a NASA está chamando o planeta vermelho de “o próximo salto gigantesco”. Neste comunicado, a agência declarou que “os primeiros humanos que vão pisar em Marte já estão caminhando pela Terra hoje”, reforçando o compromisso de realizar a tão sonhada missão em um futuro breve, ainda durante nossas vidas.
O fato é que ainda não temos a tecnologia necessária para enviar uma nave tripulada em uma jornada interplanetária e trazê-la de volta para casa em segurança. Com o intento de consolidar todas as técnicas requeridas para levar a cabo uma viagem tão complexa, a NASA desenvolveu uma espécie de cronograma com missões preliminares, todas vinculadas ao objetivo maior que é chegar a Marte.
Confira abaixo os passos graduais da NASA que permitirão que, em 2030, a humanidade dê seus primeiros passos em outro planeta
1 – Pesquisas na Terra e ISS (atualmente)
Há de se convir que o espaço é um ambiente absolutamente desfavorável ao corpo humano. Para superar essas barreiras, diversas pesquisas são realizadas nos laboratórios da NASA nos EUA, mas as mais valiosas vêm de fora deste mundo, da Estação Espacial Internacional (ISS). Lá, tripulações de astronautas desenvolvem inúmeros experimentos para descobrir as melhores formas de garantir a sobrevivência no espaço e preservar a saúde dos astronautas, bem como mapear as mudanças que uma longa estadia fora da Terra provoca no corpo humano. Outras tecnologias, como as de comunicação, também são estudadas.
2 – Finalizar a nave Orion e o foguete SLS (até 2018)
Pela primeira vez depois da era dos ônibus espaciais, a NASA construiu uma nave totalmente adaptada para as novas missões que prometem nos levar mais longe do que nunca. Com avanços na propulsão, comunicações, suporte à vida, design e navegação, a Orion suporta até quatro tripulantes, e está sendo considerada a nave mais avançada já construída – é ela que nos levará pela primeira vez a Marte e outros corpos no espaço profundo. O foguete Space Launch System(SLS) é o avançadíssimo veículo em desenvolvimento que poderá transportar tanto cargas quanto astronautas e, junto da nave Orion, permitirá esta nova era de exploração espacial. É o primeiro desde o Saturn V, que levou a Apollo 11 até a lua.
3 – Circunavegação tripulada da lua (2018)
Já através do sistema SLS-Orion, uma tripulação deve realizar um voo ao redor da lua e retornar à Terra, percorrendo o chamado espaço cis-lunar. A viagem permitirá desenvolver tecnologias que dêem mais autonomia aos astronautas e os tornem menos dependentes do apoio terrestre – fundamentais para uma jornada longa como a de Marte. Outros elementos serão estudados, como a forte radiação solar e cósmica, bem como a proteção contra o possível impacto de meteoritos.
4 – Capturar um asteroide e colocá-lo em órbita na lua (2019)
Esta é a primeira grande missão no cronograma da NASA com olhos no planeta vermelho, um mega-projeto de engenharia. Basicamente, a agência pretende enviar uma nave espacial robótica a um asteroide próximo da Terra e deslocá-lo em direção à lua, estabilizando-o em sua órbita. Chamada de Asteroid Redirect Mission (ARM), o projeto permitirá um maior domínio em manobras e no manejo de grandes cargas no espaço, necessário para chegar a Marte. Um outro fator importante é que as condições do espaço cis-lunar são semelhantes ao sistema de Marte e suas luas, podendo render informações valiosas.

5 – Missão tripulada ao asteroide (2025)
Trata-se do último (e importantíssimo) passo antes do destino final: fazer com que um astronauta pise, pela primeira vez, em um asteroide, e traga de volta amostras de sua superfície, fornecendo um material riquíssimo para o estudo dos primórdios do Sistema Solar. Não qualquer asteroide – aquele mesmo que será realocado ao redor da lua. As principais habilidades adquiridas aqui serão um domínio ainda maior nas manobras, bem como aprimoramento em técnicas de pouso e acoplagem, além do trato com as amostras. Trajes espaciais também terão de ser melhorados.
6 – Missão tripulada a Marte (2030)
Daqui a cerca de vinte anos, se tudo correr conforme planejado, presenciaremos o que será talvez o maior evento na história da humanidade: o dia em que pisaremos em outro planeta que não a Terra. O ato abre caminho para diversos rumos futuros, desde o estabelecimento de uma colônia humana no planeta vermelho (tornando-nos uma espécie interplanetária), até sua terraformação.
A viagem de ida e volta pode durar mais de 500 dias, o que exigirá dos astronautas a bordo da nave Orion uma enorme autonomia. O conhecimento preliminar enviado pelas sondas humanas na superfície, bem como tudo o que será aprendido com as missões anteriores, deve permitir que estes futuros astronautas, que já caminham pela Terra hoje, caminhem também por Marte, e retornem para casa em segurança – assim como Neil Armstrong e Buzz Aldrin voltaram da lua.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

NASA: nunca estivemos tão perto de achar vida fora da Terra

Agência acredita que ciência e tecnologia estão prontas para encontrar vida extraterrestre


As notícias animadoras – ou não, dependendo de como você vê a "vida extraterrestre" – são de uma palestra com alguns dos melhores cientistas da NASA, ocorrida nesta segunda-feira. Para esse grupo de elite, nunca estivemos tão próximos de encontrar vida fora do nosso planeta.

O astronauta aposentado e administrador da NASA, Charles Bolden, começou a mesa de debates com a seguinte introdução: “Nós acreditamos que há vida fora da Terra? Acredito que falo por mim e em nome dos meus colegas aqui presentes quando digo que é improvável que, em um universo de vastidão infinita, nós humanos estejamos sozinhos”.

Ao lado do astronauta estavam a cientista chefe Ellen Sofan; o também já aposentado astronauta John Grunsfeld; John Matter, designer do projeto do Telescópio James Webb; e Dave Gallagher, diretor de astronomia da NASA. Além desse grupo, a cientista do MIT, Sara Seager, e o diretor do Telescópio de Baltimore Matt Mountain fizeram parte da mesa.

Apesar de uma corrente de cientistas da NASA estar procurando vida extraterrestre dentro do Sistema Solar, principalmente em Marte, a reunião liderada por Bolden focou principalmente em planetas de outros sistemas.

Segundo dados recolhidos pelo Telescópio Kepler, cientistas estimam que aproximadamente toda estrela da nossa galáxia possui no mínimo um planeta ao seu redor. E quem poderá ajudar nessa pesquisa é o Telescópio James Webb, que será lançado em 2018, capaz de procurar os elementos químicos necessários à vida nesses bilhões de planetas. Mais especificamente, a pesquisa foca na busca por gases que só podem ser produzidos por formas de vida.

Sara Seager disse: “Com o James Webb, somos capazes de encontrar vida fora daqui. Mas precisaremos de sorte, precisaremos superar as expectativas”. Com o avanço dos telescópios da NASA, que ficam cada vez maiores, as chances de encontrarem planetas menores tal como a Terra aumentam.

Quanto menor um planeta, maior a chance de ele ser similar ao nosso. No entanto, são incrivelmente difíceis de serem descobertos por brilharem muito pouco em comparação às suas estrelas principais. Mesmo assim, Seager complementou: “Nós acreditamos que estamos muito próximos, em termos de ciência e tecnologia, de achar sinais de vida em outro planeta, ou até mesmo outra Terra”.

Depois de abrir perguntas para o público e às redes sociais, uma questão intrigou a cientista chefe da NASA Ellen Stofan: “Se cientistas acharem vida em outro planeta, o governo americano irá deixar as pessoas saberem?”. Stofan logo respondeu: “Claro que deixaríamos. Isso seria tão impressionantemente excitante que levaríamos ao público o mais rápido possível. Gostaríamos que todos compartilhassem a felicidade da descoberta”.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Astronautas assistem à Copa na Estação Espacial Internacional

Vai ter Copa (no espaço)! Profissionais estão acompanhando os jogos do Mundial mesmo fora da Terra

NA GRAVAÇÃO, OS ASTRONAUTAS AINDA SE ARRISCAM COM ALGUNS LANCES (FOTO: REPRODUÇÃO - YOUTUBE)


Onde você assistirá a partida de Brasil contra Camarões nesta-segunda, 23? Certamente no estádio, em um bar ou em casa com a família. Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional podem não ter o privilégio de ver os jogos de perto, mas mesmo assim estão acompanhando o campeonato.
Em um vídeo gravado pelos próprios profissionais, eles desejam sorte às seleções e dizem que assistirão às disputas. "Queremos desejar a todos os times e fãs no Brasil uma ótima Copa do Mundo, divirtam-se", diz um astronauta alemão.
A equipe da Expedition 40 inclui pessoas da Alemanha, Estados Unidos e Rússia, todos times que estão competindo no Mundial — os dois primeiros, inclusive, disputam uma partida na próxima quinta-feira, 26. A ideia é que o controle da missão grave os jogos e envie lá para cima.