O Brasil pode ser o primeiro país a usar o aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue
A primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos do Brasil foi inaugurada nessa terça-feira (29), em Campinas. A unidade da empresa britânica Oxietic tem capacidade para produzir 500 mil mosquitos aedes aegypti machos por semana - esse número pode saltar para 2 milhões. Se a produção for aprovada, poderá ajudar no combate da dengue no território nacional.
Em 2002, a Oxietic desenvolveu os mosquistos aedes aegypti transgênicos a partir de uma microinjeção de DNA contendo dois genes nos ovos dos transmissores da dengue. Um dos genes serve para impedir que os descendentes dos insetos cheguem à fase adulta e outro é para identificá-los sob uma luz específica.
As fêmeas são responsáveis pela incubação e transmissão do vírus, mas ao procriar com os machos transgênicos elas geram descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, de modo que a população total de mosquitos é reduzida.
Testes iniciados há três anos na cidade de Juazeiro, na Bahia, apresentaram uma redução de mais de 80% da população que vive na natureza. Os experimentos com os insetos da Oxitec no Brasil foram realizados em parceria com a organização Moscamed.
A Oxitec tem como possível cliente o poder público, contudo, a contratação depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que, por enquanto, ainda está estudando se vai autorizar ou não a comercialização de serviços do gênero. Com o veredito positivo da Anvisa, o Brasil pode ser o primeiro país a usar o aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.
De acordo com Glenn Slade, o diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, para uma cidade de 50 mil habitantes fazer uso do serviço, ela deverá desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano, e R$ 1 milhão para manutenção dos insetos nos anos seguintes.









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